KING Saints leva brasilidade e ancestralidade ao Espaço Coca-Cola em show performático. A artista se apresenta neste sábado (12), às 15h, e canta pela primeira vez ao vivo a parceria com Anitta.
KING Saints chega ao Rock in Rio com um espetáculo pensado para unir música, dança, moda e referências da cultura brasileira. A artista se apresenta neste sábado (12), às 15h, no Espaço Coca-Cola, e leva ao palco uma proposta que vai além de executar repertório: é uma construção performática que coloca em cena identidade, memória e estética.
Além das canções, a apresentação marca um momento inédito na trajetória de KING: será a primeira vez que ela vai performar ao vivo “Deus-Mãe”, parceria com Anitta. Esse fato dá à apresentação um caráter de estreia e expectativa, integrando uma dramaturgia pensada para ampliar a experiência do público no festival.
Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, KING Saints tem uma identidade artística que mistura referências internacionais, ancestralidade negra e elementos do pop. No Rock in Rio, essa mistura ganha forma visual e performática especialmente concebida para o Espaço Coca-Cola: coreografia, figurino, beleza e direção artística foram desenvolvidos para criar uma narrativa em torno da artista.
A direção coreográfica é de Oliver, um nome ligado ao universo do jazz funk e das danças urbanas, com passagem pelo DVD “Meu Lugar”, de Anitta, e trabalhos ao lado de artistas como Pocah, Gabily, IZA, Treyce e Wanessa Camargo. A relação entre Oliver e KING Saints vem de longa data: eles se conhecem há cerca de 20 anos e trabalham juntos há mais de uma década, o que traz intimidade e compreensão mútua para a criação do número.
“Você ouve as músicas da KING e sente que existe sempre um chamado, algo dramático. Isso é muito artístico e muito dela. Eu não poderia simplesmente criar uma coreografia comercial, feita apenas para ser reproduzida.”
Oliver explica que a coreografia traz elementos do hip-hop old school, influências do jazz funk e referências estéticas dos anos 2000, um período que ele considera formador do pop contemporâneo. A ideia é não reduzir a dança a um acompanhamento: ela integra a dramaturgia e amplia o impacto das canções no palco.
“A nossa essência é esse fundamento do pop que eu chamo de anos 2000. Dali a gente pegou um pouquinho daqui, trouxe um pouquinho de cá, trouxe um pouquinho do que acredita e formou esse movimento.”
O resultado dessa costura entre passado e futuro, segundo a equipe criativa, configura uma estética que beira o retrofuturismo — um olhar que remete ao antigo e ao contemporâneo ao mesmo tempo, traduzido em movimentos, iluminação e direção artística.
No campo visual, a proposta parte do encontro entre a formação da artista na Baixada Fluminense e influências do pop internacional. A paleta e os elementos do figurino incluem vermelho, pedras, texturas e camadas de styling para compor uma presença forte no palco. Na beleza, o cabelo aposta em uma nagô desenhada, tranças e cabelo afro como afirmação de ancestralidade.
O figurino é assinado por Jean Dinute, que acompanha KING Saints há anos e buscou traduzir a posição artística da cantora neste momento: uma síntese entre universos diversos e uma estética geracional. Parte da produção foi desenvolvida em parceria com Made in Brechó, a partir de peças vintage garimpadas no Rio de Janeiro, aproximando o figurino da moda independente e urbana.
“Eu quis trazer esses dois universos e juntar também um pouco dessa geração KING. O que é KING, o que ela representa, onde ela está e que posição artística ela vai ter.”
“Quis trazer um pouco desse universo de cabaré para a KING, mas de uma forma lúdica, jovem e contemporânea. Uma negrona super descolada dentro de um universo imaginário.”
Além da estética, o diálogo com a comunidade de fãs Kingaral aparece como ponto de referência: o cabaré revisitado no figurino e na direção de cena cria uma relação direta com a base que acompanha a artista. No Espaço Coca-Cola, KING Saints pretende reunir hip-hop, jazz funk, estética dos anos 2000, cultura brasileira e ancestralidade negra em uma apresentação que busca representar a multiplicidade da sua identidade artística.
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