
Barbie (2023) faturou mais de US$1,4 bi globalmente. A Variety aponta que Margot Robbie tinha projeção de receber cerca de US$50 milhões entre salário e participação. Esse valor está no centro da disputa pela sequência.
Barbie (2023) foi um dos maiores fenômenos da última década no cinema americano, com arrecadação superior a US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 7,3 bilhões) nas bilheterias mundiais. E agora se sabe quanto Margot Robbie recebeu para estrelar o longa que foi indicado ao Oscar — e como esse dinheiro acabou entrando no centro de uma negociação tensa pela continuação.
Segundo reportagem da Variety, a projeção inicial era que a atriz australiana ganhasse em torno de US$ 50 milhões (cerca de R$ 259,8 milhões) entre salário fixo e participação nos lucros do filme. Entretanto, fontes com conhecimento do assunto relataram a possibilidade desse valor aumentar, dado o sucesso de bilheteria do longa; o cenário financeiro já havia mostrado que havia margem para pagamentos maiores caso acordos previssem participação relevante nos ganhos.
Acredita-se que a maior quantia já arrecadada por uma atriz em apenas um filme pertence a Sandra Bullock, em Gravidade (2013). Estimativas feitas pelo The Hollywood Reporter em 2014 apontam um faturamento superior a US$ 70 milhões (perto de R$ 363 milhões) entre salário fixo e 15% de participação no first dollar gross — termo da indústria para os primeiros retornos financeiros de bilheteria. O longa arrecadou US$ 723 milhões (em torno de R$ 3,75 bilhões) no mercado internacional.
Essas cifras chegam enquanto a produção da sequência de Barbie vive um momento delicado. Tudo isso vem em meio a uma crise no desenvolvimento da sequência do filme original: o estúdio já teria feito várias propostas financeiras ao núcleo criativo e, até agora, nenhuma delas foi aceita. A questão central tem sido a participação nos lucros — um ponto que, para os envolvidos no filme original, é considerado chave para qualquer acordo.
De acordo com a mesma apuração, a Warner Bros. já fez seis ofertas para o núcleo criativo do filme — Margot Robbie, a diretora Greta Gerwig, o ator Ryan Gosling e o roteirista Noah Baumbach — e todas foram recusadas. Gerwig e Baumbach já têm uma ideia para a continuação, mas não vão apresentar nada antes de haver um contrato assinado, dizem as fontes ouvidas.
Originalmente, os quatro foram oferecidos acordos para fazer apenas um filme, já que nem o estúdio nem a dona dos direitos da boneca queriam se comprometer com uma franquia considerada arriscada. Fontes veem o atual presidente da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, como o maior empecilho para um acordo ser firmado no momento; o executivo estaria hesitante em ceder terreno em salários e participação nos lucros da continuação, segundo relatos do setor.
Há ainda um fator de calendário que aumenta a pressão sobre as negociações: o projeto precisa entrar em desenvolvimento ativo nos próximos quatro meses, ou seja, até o fim de 2026. Se esse prazo passar, os direitos de adaptação retornam à Mattel, que ficará livre para negociar com outro estúdio — um cenário que muda completamente os termos de poder nas conversas e que coloca um relógio de areia sobre as negociações. ⏳
Enquanto isso, a discussão sobre cifras e participação nos lucros segue em evidência, mostrando como sucessos de bilheteria podem gerar disputas contratuais complexas entre talentos criativos e estúdios, especialmente quando há potencial para transformar um filme em franquia.
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