Em conversa descontraída com o diretor Cameron Crowe no Grammy Museum, a cantora indicou uma atriz como opção para sua cinebiografia. Ela disse ter reagido de forma curiosa ao ver fotos da intérprete de Joan Baez.
Monica Barbaro, que já viveu Joan Baez nas telas, entrou na lista de desejos de Olivia Rodrigo para uma possível cinebiografia. Durante um encontro com o cineasta Cameron Crowe no Grammy Museum na noite passada, Rodrigo comentou quem gostaria que a interpretasse em um filme sobre sua vida e carreira — e mencionou Barbaro como uma opção plausível.
A conversa aconteceu em tom descontraído, com alto teor de brincadeira entre Rodrigo e o diretor. Ao ser questionada sobre quem poderia interpretá-la no cinema, ela falou sobre uma reação curiosa ao ver fotos da atriz que viveu Baez.
“Às vezes vejo uma foto da Monica Barbaro e penso: ‘Nossa, essa foto é minha. Ah, não, é a Monica’”, comentou Rodrigo.
Rodrigo disse que, por isso, Monica poderia ser uma escolha para o papel, ressaltando também a admiração pelo trabalho da atriz.
“Então, talvez ela. E ela é uma atriz fantástica.”
Crowe respondeu na sequência, e o diálogo seguiu pelo mesmo tom de brincadeira e possibilidade concreta, com Rodrigo lembrando que, se o diretor estivesse à frente do projeto, a decisão ficaria nas mãos dele.
“Boa escolha”, respondeu Crowe.
“É”, concordou Rodrigo. “Eu poderia fazer. Quer dizer, você está dirigindo. Você tem que escolher o elenco.”
“Vamos conversar sobre isso em particular.”
O interesse de Rodrigo em Barbaro tem contexto: na cinebiografia de 2024, Um Completo Desconhecido, Monica Barbaro interpretou Joan Baez ao lado de Timothée Chalamet, que viveu Bob Dylan. A performance de Barbaro chegou a receber elogios de Baez, que avaliou a interpretação em entrevista ao jornal de sua cidade natal, o Marin Independent Journal. Na ocasião, Baez afirmou que gostou do trabalho da atriz e destacou semelhanças e dedicação.
“Adorei o que ela fez no filme. Se eu não achasse que ela era boa nisso, provavelmente não teria gostado do filme em geral. Mas ela se parecia bastante comigo e imitava meus gestos. Dava para reconhecer quem era. Ela se dedicou muito. Parabéns a ela por ter aceitado o papel.”
Barbaro contou que recebeu cinco meses para se preparar para o papel e que aproveitou esse tempo para mergulhar em pesquisa, aulas vocais e aulas de violão. Segundo a atriz, ela não era cantora nem tocava violão antes do projeto e precisou aprender técnicas específicas, como o dedilhado característico de Baez, que descreveu como “tão intrincado, tão específico”.
No evento no Grammy Museum, Rodrigo também apresentou várias músicas e falou sobre o processo criativo de algumas delas. Ela lembrou uma situação que inspirou “Stupid Song”: uma caminhada matinal por Nova York seguida de um convite inesperado de um desconhecido, episódio que acabou virando letra.
“Eu pensei: ‘Não, mas este é o melhor dia de todos. Meu Deus’”, relembrou Rodrigo ao narrar a origem da canção.
O diálogo com Crowe e as performances feitas no Grammy Museum alimentaram especulações e desejos sobre uma possível cinebiografia de Rodrigo, mas, por ora, as observações permaneceram no campo das sugestões e das conversas informais entre artista e diretor na noite passada.
Esta notícia foi publicada em 02/09/2026.
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