Sócia da Holding Clube, Ju Ferraz afirmou que as mudanças climáticas exigiram preparo extra para chuva, segurança e estruturas no Rock in Rio. Mesmo com planejamento, parte das condições ficou fora de controle e ativou protocolos.
As mudanças climáticas se tornaram um dos principais desafios para a produção de grandes festivais, segundo Ju Ferraz, sócia da Holding Clube. Em conversa durante a sexta-feira (11) do Rock in Rio 2026, ela contou como a empresa se preparou para lidar com chuva, segurança e estruturas em uma edição marcada por condições meteorológicas instáveis.
Ju afirmou que, apesar do planejamento, parte das condições que a produção enfrenta ficou fora de controle. A percepção sobre a intensidade e a complexidade dos eventos climáticos orientou decisões práticas e protocolos adotados pela equipe no evento.
Talvez o nosso maior aprendizado é entender que realmente as questões climáticas estão cada dia mais duras, mais complexas
Ela destacou que a preocupação não ficou restrita a um único setor, mas envolveu múltiplas áreas da operação: cenografia, projetos arquitetônicos, equipe de produção e segurança precisaram ter um olhar integrado para mitigar riscos e preservar experiências.
Por mais que a gente se planeje, por mais que a gente trabalhe, por mais que a gente pense, que a gente desenvolva planos, a gente está trabalhando condições que estão fora do nosso controle
Ju lembrou do impacto das chuvas no primeiro fim de semana do festival e afirmou que a equipe permaneceu preparada para a possibilidade de novas mudanças no tempo nos dias seguintes. Segundo ela, as decisões operacionais consideraram tanto a proteção das estruturas quanto a segurança do público.
A cenografia precisa estar devidamente protegida. Os projetos arquitetônicos, a equipe de produção, a questão de segurança, o olhar sobre o todo
Sobre a variação do tempo, a executiva relatou que houve uma trégua momentânea, mas a expectativa era de retorno das chuvas nos dias seguintes, o que exigiu atenção contínua da produção.
Hoje a chuva deu uma trégua, mas tudo indica que amanhã e domingo a chuva volta e a gente tem que estar preparado para isso
Além dos desafios climáticos, Ju Ferraz falou sobre o alcance das ativações da Holding Clube no festival. O grupo participou de seis ativações no Rock in Rio 2026, envolvendo cerca de mil pessoas direta e indiretamente nos projetos. Ela ressaltou que a operação foi resultado de um esforço coletivo de diretores, coordenadores, gerentes e produtores.
Essa responsabilidade não é minha sozinha. Eu sou uma das sócias do grupo. É um time muito parrudo para que a gente possa estar junto entregando para os nossos clientes as melhores soluções e as melhores experiências
Entre os projetos conduzidos pela Holding Clube estavam ativações de Coca-Cola e KitKat, e a entrevista ocorreu nos bastidores de uma das ações da marca de chocolates dentro da Cidade do Rock. Ju comentou também sobre a mudança no perfil do público nesta edição: a presença inédita do K-pop na programação e a mistura de famílias, crianças e adolescentes transformaram o movimento nos palcos e áreas do festival.
Para a gente que trabalha com experiência, a gente está aqui para realizar os sonhos dos nossos clientes, mas também para conectar as marcas às pessoas, aos consumidores, a um público jovem
Ela defendeu que as ativações precisam ter continuidade além do evento, estendendo a experiência para além do festival e mantendo diálogo com o público depois que as pessoas deixam a Cidade do Rock.
Mais do que isso, pensando em como a gente estende essa experiência para além do festival. A gente tem uma preocupação muito grande em conversar além do festival
Na avaliação de Ju, o festival funciona como ponto de conexão entre marcas e público, e a grande tarefa das produtoras é repensar formatos que resistam às variáveis climáticas sem perder a capacidade de entregar experiências memoráveis.
Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




