Na 71ª Festa do Peão de Barretos, o cantor celebrou a boa fase e brincou que 'farma forró', não 'farmar aura', dizendo preferir ritmo e presença nos palcos. Ele também revelou um truque com café e sal.
Filho do Piseiro esteve na 71ª Festa do Peão de Barretos e aproveitou para celebrar a boa fase da carreira. Dono de sucessos como “Meu Pai Paga a Minha Faculdade” e “Rapariga”, o artista falou sobre a energia das apresentações e fez uma piada com uma expressão que viralizou nas redes sociais: “farmar aura”.
Em entrevista concedida durante a festa, o cantor admitiu não estar por dentro da gíria, mas transformou a brincadeira em um trocadilho com seu trabalho. Ele explicou que, para ele, o que se cultiva mesmo é o ritmo e a presença nos palcos, não a tal aura.
“Aura? O que é isso?”
“Eu não farmo aura, não. Farmo forró”
O artista completou a resposta descrevendo o que, na prática, significa essa “farming” particular: são os movimentos do show, as coreografias e a estrutura do piseiro que tornam as apresentações impactantes. A fala reforçou a imagem de quem aposta na música e no espetáculo para se conectar com o público.
“É na hora do show, cara. Essas danças, coreografias, o piseiro, as explosões, tiro, porrada e bomba”
Além do comentário bem-humorado sobre gírias, Filho do Piseiro dividiu um hábito curioso que usa para encarar a maratona de apresentações típica de festivais como o Barretão. Segundo ele, a rotina de shows é intensa e, por vezes, são vários compromissos em um único dia.
“Vou explicar para vocês… É, nem todo show eu chego assim acordado. Às vezes, são quatro shows no dia, aí é uma logística, dois dias sem dormir direito”
Ao detalhar o truque para não cochilar antes de subir ao palco, o cantor contou que recorre a uma mistura simples encontrada nos camarins: café com sal. Ele descreveu o processo de forma bem coloquial, como quem compartilha uma dica prática entre artistas que vivem na estrada.
“Aí, a gente chega, às vezes, assim no camarim, aquele ventinho frio, né? Aí dá um soninho”
“Pego dois dedinhos de café, aquele sachêzinho de sal que vem no camarim, né… Eu abro um daquele, jogo dentro e misturo. Aí, o sal com açúcar vira o meu soro. As moléculas de sódio do sal, elas ficam juntas com as da cafeína e agem dentro do sistema nervoso do ser humano, e ativa logo”
Ele ainda resumiu o efeito da mistura em tom brincalhão, chamando a combinação de uma espécie de energético caseiro. A estratégia, segundo o artista, faz parte da logística particular de quem precisa manter o ritmo mesmo em dias de agenda apertada.
“Ó, preparado e querendo”
No palco do Rancho do Sertanejeiro, Filho do Piseiro agitou o público com uma apresentação cheia de energia, alinhada ao tom das declarações: leve, direta e conectada ao universo do piseiro. As falas e a presença do artista na festa reforçaram a imagem de quem vem consolidando um espaço forte no cenário de forró e piseiro contemporâneo.




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