Em 1980, no auge do estrelato, Cher surpreendeu ao criar o grupo de hard rock Black Rose. A aposta ousada revelou um lado inédito da cantora, longe dos palcos de Las Vegas.
Em 1980, Cher era um verdadeiro ícone da música pop, brilhando como estrela de televisão e atração em Las Vegas. No entanto, nesse mesmo ano, ela decidiu embarcar em uma aventura inusitada: liderar uma banda de hard rock chamada Black Rose, tentando se distanciar de sua fama.
O projeto foi uma ideia original de Cher, que convidou o guitarrista Les Dudek, conhecido por seu trabalho na Allman Brothers Band — e que logo se tornaria seu namorado. A proposta de Cher era criar uma banda de rock que permitisse explorar seu potencial musical sem ser ofuscada pelo seu nome famoso.
“Eles não atacaram o disco. Eles me atacaram. Foi como: ‘Como Cher ousa cantar rock & roll?’”
Para dar início a essa nova jornada, a banda começou a ensaiar e se apresentar de forma anônima em pequenos clubes de Los Angeles. Além de Cher e Dudek, a formação contava com músicos talentosos como Gary Ferguson, Michael Finnigan, Warren Ham, Rocket Ritchotte e Trey Thompson.
No dia 21 de agosto de 1980, Black Rose lançou seu álbum homônimo pela Casablanca Records. Curiosamente, o nome de Cher não estava na capa do disco, e sua imagem só aparecia em uma foto coletiva na contracapa. O repertório do álbum incluía canções de compositores renomados como David Foster e Bernie Taupin, trazendo uma mistura de rock clássico, hard rock e new wave.
Infelizmente, a recepção tanto do público quanto da crítica foi fria, com alguns comentários negativos. A revista People, por exemplo, criticou os vocais de Cher, chamando-os de “trêmulos e excessivamente afetados”, e até sugeriu que o álbum seria melhor sem um vocalista.
Essa rejeição foi direcionada à imagem pública de Cher, e ela sentiu isso profundamente. Sua tentativa de desassociar a imagem pop de seu nome não saiu como esperado. O álbum, que era desconhecido para muitos fãs, acabou se tornando um fracasso comercial, levando à dissolução da banda em 1981.
Com o tempo, relançamentos em CD alteraram a estratégia, com o álbum sendo vendido sob o nome de Cher, contradizendo a proposta inicial de manter a distância entre sua fama e o projeto musical.
A história de Black Rose é um interessante capítulo na carreira de Cher, mostrando sua coragem em explorar novos caminhos e desafios na música, mesmo quando isso significava enfrentar críticas e desafios.


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