Avenged Sevenfold sobe ao Palco Mundo em 5 de setembro, liderando o dia do metal no Rock in Rio 2026. A banda retorna ao país após shows em São Paulo e Curitiba em janeiro. Ingressos à venda na Ticketmaster.
O Rock in Rio 2026 está quase aqui e uma das principais atrações do festival é a banda Avenged Sevenfold. Headliner na última edição do evento, em 2024, o grupo retorna ao Brasil meses após fazer dois shows no país ao final de janeiro, em São Paulo e Curitiba. A apresentação do A7X lidera a programação do Palco Mundo no tradicional dia do metal na Cidade do Rock, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
No dia 5 de setembro, além do Avenged Sevenfold, estão confirmados para o Palco Mundo Bring Me The Horizon, mgk (Machine Gun Kelly) e Sepultura. Ingressos estão disponíveis via Ticketmaster.
Para quem vai ao festival, alguns detalhes práticos já estão definidos: os portões da Cidade do Rock abrem às 14h todos os dias do Rock in Rio, com acesso permitido de fora até 00h. No dia 5 de setembro, a sequência do Palco Mundo será: Sepultura às 16h40, mgk às 19h, Bring Me The Horizon às 21h20 e Avenged Sevenfold a partir das 0h05. O evento está previsto para terminar às 2h. A classificação etária é de 16 anos. A entrada de menores de 16 anos será permitida desde que estejam acompanhados dos pais ou por pessoa maior de 18 anos, que deverá portar o termo de responsabilidade do acompanhante disponível no site de compras do Rock in Rio 2026, acompanhado de cópia do documento de identificação do pai, mãe ou representante legal.
O que esperar do show? O Avenged Sevenfold vive um momento curioso: na nova turnê pela América do Norte, os concertos começam com um set de quatro músicas dedicado ao EP STATICA, lançado em julho. Nesse trecho, nenhum dos integrantes sobe ao palco para tocar — as canções tocam pelo sistema de som enquanto projeções passam no telão. Esse formato tende a não ocorrer no Rock in Rio devido às limitações de tempo típicas de festivais.
Nos shows recentes do A7X, o set do EP aparece logo no começo, antes mesmo da banda de abertura terminar sua apresentação. Portanto, a expectativa para o festival é de um show mais convencional e completo, similar ao que foi apresentado em janeiro no Nubank Parque, em São Paulo, e na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba.
Em termos de produção de palco, a configuração da turnê norte-americana é mais ambiciosa do que a vista no Brasil: enquanto M. Shadows (vocais), Zacky Vengeance (guitarra), Synyster Gates (guitarra) e Johnny Christ (baixo) ficam na frente do palco, Brooks Wackerman (bateria) começa o show em um cubículo entre armações de metal com telões e, em certos momentos, seu kit é elevado ao fundo do palco. Devido ao porte dessa estrutura, é pouco provável que esse layout seja reproduzido no Rock in Rio.
No palco, a banda mantém o carisma de sempre. M. Shadows não tem a mesma voz de anos atrás por conta de lesões nas cordas vocais, mas continua com forte conexão com o público. Em resenha sobre o show de janeiro em São Paulo, Igor Miranda analisou o estado atual da voz do frontman:
“Shadows, aliás, é o ponto de dúvida em uma banda que, instrumentalmente, funciona muito bem. O texto se inicia abordando os problemas sofridos e os procedimentos aos quais foi submetido. A boa notícia é: ao menos neste momento, sua performance vocal soa suficiente. Há momentos em que a voz não chega, como em algumas inflexões de ‘Afterlife’, e por vezes ele joga para a galera ou depende do apoio de Synyster Gates; ainda assim, está melhor do que no Rock in Rio 2024.”
Entre os destaques do repertório nas apresentações anteriores estiveram “Afterlife”, “Hail to the King”, “So Far Away”, “Bat Country”, “Nightmare”, “Gunslinger” e “Buried Alive”. Em turnê recente, o setlist tem sido mais curto — cerca de 12 músicas, contra as 17 tocadas em São Paulo e Curitiba — e o foco mudou: o álbum Life Is But A Dream… (2023) cedeu espaço para discos como City of Evil (2005), Nightmare (2010) e Hail to the King (2013).
A banda também tem incorporado novidades: o single “Magic” (parte da trilha sonora do jogo Call of Duty: Black Ops 7, 2025) passou a figurar nas apresentações na América do Norte, assim como “Shepherd of Fire” e a dupla “M.I.A.” e “Seize the Day”. A ordem das canções tem variado em relação às vindas anteriores e ao Rock in Rio 2024, o que indica que o show do dia 5 de setembro pode trazer surpresas na sequência dos hits, mantendo, porém, os clássicos que o público espera ouvir.
Em resumo: prepare-se para um set enxuto e centrado nos maiores sucessos da carreira, produção de palco compatível com as limitações do festival e uma performance que prioriza a conexão com a plateia, mesmo com ajustes vocais naturais ao repertório atual.

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