De branco e com adereço prateado, ela abriu o show com 'Numa Ilha' e 'Coisas Naturais', misturando encenação e garoa. Em 'Doçura' trouxe participação de LuisLo e conectou com o público.
De branco e com um adereço prateado na cabeça, Marina Sena subiu ao Palco Sunset do Rock in Rio no domingo, 13 de setembro de 2026, e transformou a apresentação em um teatro pop que misturou encenação, chuva e momentos de pura conexão com o público. Sob leve garoa e embalada por timbres de cítara e tambores, ela abriu a sequência com “Numa Ilha” e emendou em “Coisas Naturais”, faixa-título de seu terceiro álbum.
No meio da chuva, veio “Doçura”, cuja letra cita a própria condição climática do show, e contou com a participação de Luis Lozano, o LuisLo, voz principal do trio Çantamarta, que foi parceiro de Marina na gravação original da faixa.
E essa chuva, chuva
Logo após, Marina apresentou “TAIOBEIRAS (folha grande)”, música recém-lançada que chegou às plataformas em 26 de agosto e que é uma homenagem a Taiobeiras, município do Norte de Minas Gerais onde a cantora nasceu. A canção seguiu o fio narrativo do espetáculo, que alternou momentos íntimos e sequências mais performáticas.
O set list seguiu com “Carta de Maria” e “Ouro de Tolo”. Foi nessa parte que a encenação ganhou um elemento inusitado: um boneco em tamanho humano apareceu sobre uma mesa e passou a fazer parte da cena. Marina interagiu com o dummy de forma sensual, como se as letras fossem dirigidas àquela figura, e, ao final de “Ouro de Tolo”, rasgou o boneco por completo, encerrando simbolicamente aquele episódio do espetáculo.
Com a destruição do boneco, abriu-se espaço para uma nova personagem: a cantora Céu surgiu sobre um pedestal enquanto Marina retornava com um novo figurino. O encontro entre as duas teve início com “Varanda Suspensa”, apresentado com uma levada de reggae, e evoluiu para a participação de Marina em “Malemolência”, um dos primeiros sucessos da convidada, lançado originalmente no álbum Céu, de 2005.
Sozinha novamente, Marina deixou a plateia tomar conta de “Por Supuesto”, um dos maiores hits de sua carreira, desacelerando a versão e descendo do palco para se aproximar da grade enquanto o público assumia parte dos vocais. Em seguida veio “Voltei pra Mim”, antes de o show acelerar rumo à reta final.
Em “Mágico”, a cantora dividiu o espaço com personagens mascarados; já “Lua Cheia” partiu do verso que chama atenção pela batida e pela imagem poética:
O meu relógio bate zero zero
“CARNAVAL” trouxe atabaques e uma batida de funk ao Sunset, preparando o terreno para o encerramento com “Desmitificar”. A canção começou pelo trecho direto e explícito da letra e foi ganhando peso conforme as guitarras avançavam:
Tô te querendo, tô com vontade
No meio da faixa, Marina derrubou e quebrou o pedestal do microfone em um gesto de rockstar; as guitarras mantiveram a intensidade até o trecho final, em que ela promete inserir carnaval em uma vida “sem sal”. Entre chuva, teatralidade e ruído das guitarras, Marina Sena fechou sua passagem pelo Palco Sunset, consolidando uma apresentação que misturou performance, repertório novo e hits consagrados.

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