Trio da Vila Kennedy abriu a agenda do festival com mix de soul, samba, MPB, jazz e funk. Com dez anos, o grupo destacou harmonias vocais e inicia nova fase após álbum e EP.
O Soul de Brasileiro abriu neste sábado (12) a programação do Espaço Favela no Rock in Rio, levando ao palco uma mistura de soul, samba, MPB, jazz, funk e referências afro-brasileiras. Formado por músicos da Vila Kennedy, no Rio de Janeiro, o trio destacou harmonias vocais como um dos elementos centrais do show, dentro de uma trajetória que já soma dez anos.
O momento no festival representa uma etapa importante na carreira do grupo, que vive uma nova fase após o lançamento do primeiro álbum, Sou, e depois do EP Ciclo 4, cujo trabalho de produção e direção artística foi assinado por Sandra de Sá.
Antes de subir ao palco, o trio teve um encontro inesperado durante a visita técnica à Cidade do Rock: ao chegar ao espaço, os integrantes foram reconhecidos por uma funcionária da Comlurb, moradora da Vila Kennedy e conhecida da família. Ela pediu uma foto, desejou sucesso e lembrou que, anos atrás, o Soul de Brasileiro havia cantado em seu casamento — um episódio que sintetiza a relação estreita que o grupo mantém com suas origens, transitando entre apresentações na comunidade e um grande festival internacional.
“Cara, a gente está em êxtase ainda. A gente sempre sonhou em estar aqui no Rock in Rio. É um sonho, acho que é o sonho de qualquer artista e, para a gente, principalmente de onde a gente veio, da comunidade de Vila Kennedy.”
Negra descreveu o sentimento do grupo no momento em que se apresentaram no Espaço Favela.
“Eu acho que realmente não estão no mainstream alguns, mas estão na alma do brasileiro. Cada ritmo que a gente traz vem trazendo isso.”
Ge explicou que a pluralidade de gêneros não é apenas uma tentativa de resgate, mas parte da identidade que o trio carrega.
“A gente diz que até se confunde com a nossa amizade. Ela começa em Vila Kennedy, cantando em um canto coral. De lá até aqui foi muito trabalho e continua sendo.”
contou.
O show no Rock in Rio também integra a divulgação de Sou, álbum que reúne as vertentes exploradas pelo trio e amplia a proposta do EP anterior. O grupo informou que prepara apresentações para seguir trabalhando o disco.
“Vai vir mais coisa aí. A gente está com um álbum que lançou agora, muito recente, ‘Sou’. Então a gente vai trabalhar muito esse álbum. Tem shows, tem um show de lançamento lindo que vai acontecer ainda este ano, em novembro, no Teatro Rival.”
Júnior detalhou os planos de agenda do grupo: além do show de lançamento em novembro, em novembro no Teatro Rival, o Soul de Brasileiro participa em setembro do festival Toca, no Rio de Janeiro, ampliando a circulação do novo trabalho.
“Nesse álbum a gente tem Paula Lima, nossa grande referência; Hiran, incrível rapper baiano, poeta; e Josiel Konrad, que é aqui da nossa terra e faz um trabalho jazzístico incrível.”
Ge destacou as participações especiais que aparecem em Sou e que ajudam a costurar gerações e vertentes distintas dentro do projeto. Sobre a experiência no EP, Júnior também comentou a importância do trabalho com Sandra de Sá:
“Foi um prazer. Sandra é uma referência para a gente. Foi lindo ter ela ali dirigindo a gente nesse EP. Foi muito importante nessa nossa caminhada.”
Com a estreia no Espaço Favela, o Soul de Brasileiro reafirma a proposta de trazer múltiplas influências nacionais para um formato que privilegia a voz e a colaboração entre os três músicos. O show foi mais um capítulo na história do grupo, que segue trabalhando Sou e a conexão direta com a comunidade de onde veio.
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