A publicitária, escritora e produtora de conteúdo Joanna Moura descreveu, em coluna publicada nesta quarta-feira (data do artigo original: 2025), um passeio noturno pelo calçadão do bairro Rio Vermelho, em Salvador (BA), no qual observou diferenças na liberdade de movimento dos filhos por causa das roupas que vestiam.
De acordo com o relato, o grupo – quatro adultos e duas crianças – caminhava em direção ao Largo de Santana, região conhecida pelo Acarajé da Dinha, após o jantar. Durante o trajeto, os dois irmãos encontraram uma pequena rampa de concreto, típica para manobras de skate, e começaram a brincar.
O menino mais novo, vestindo short e camiseta, subiu e desceu a elevação com facilidade. Já a irmã, que usava um vestido na altura dos joelhos, enfrentou dificuldades: tropeçou três vezes – duas na subida e uma na descida – porque o tecido atrapalhava os movimentos.
Para evitar uma queda mais séria, Joanna Moura interrompeu a brincadeira por alguns instantes e amarrou a barra do vestido da filha com um elástico de cabelo, encurtando a peça. A situação fez a autora recordar outros momentos em que vestimentas semelhantes limitaram a mobilidade da menina, bem como episódios pessoais em que se sentiu “a serviço” da própria roupa.
Imagem: redir.folha.com.br
A colunista afirma ter reduzido o uso de vestidos na filha após notar essas restrições, mas contou que a criança passou a pedir a peça com frequência depois de receber elogios quando a usava. O texto levanta, assim, o questionamento de como o vestuário feminino influencia a liberdade de meninas desde cedo.
Com informações de Folha de S.Paulo
Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




