Sete anos após a estreia em 2019, Xamã voltou ao palco que o revelou e fechou a programação. O show percorreu fases da carreira, trouxe faixas do recém-lançado 'Flerte' e, disse ele, provocou um 'furacão no estômago'.
Xamã voltou no domingo (6) ao palco em que começou sua trajetória no festival: o Espaço Favela. Sete anos depois da estreia em 2019, o rapper encerrou a programação do local em sua terceira participação no evento, em um show que percorreu diferentes fases da carreira, incluiu músicas do recém-lançado “Flerte” e contou com a participação de Major RD.
Pouco antes da apresentação, Xamã fez um balanço do período entre a primeira passagem pelo festival, em 2019, e este retorno. No intervalo entre as duas passagens pelo evento, vieram singles de grande alcance, novos discos e a construção de uma segunda carreira, como ator, que ampliou sua atuação no audiovisual.
“Foi uma odisseia inteira, foi muita coisa que aconteceu. Teve o ‘Zodíaco’, que foi um álbum mais de rádio, na pandemia, que mudou tudo. Teve sons mais de rádio que aconteceram com a Marília Mendonça, a Luísa [Sonza], teve um momento mais audiovisual. Então tentei trazer um pouco desse período todo que a gente passou, transmitir um pouco para o palco. É muito maneiro estar celebrando essa volta para o Espaço Favela, onde tudo começou”, disse Xamã.
O álbum “Zodíaco”, lançado em 2020, reuniu colaborações com Marília Mendonça, Luísa Sonza e Gloria Groove, e marcou uma virada na visibilidade do artista. Em sequência, “Malvadão 3” ampliou ainda mais o alcance de Xamã e alcançou o topo do Spotify Brasil no fim de 2021. Entre essas passagens pelo circuito musical, o rapper também se apresentou no Sunset em 2022 antes de retomar o Espaço Favela em 2026.
Além da música, Xamã expandiu a carreira para a atuação. Ele participou de produções como “Renascer” e “Os Donos do Jogo” e teve estreia no cinema com o filme “Cinco Tipos de Medo”. O papel de Sapinho, no longa dirigido por Bruno Bini, rendeu a Xamã o Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado de 2025, reconhecimento que integrou a trajetória audiovisual mencionada por ele antes do show.
“É o mesmo nervosismo. Parece que é um furacão no estômago. Mas acho que faço isso justamente por causa da adrenalina, porque é bom se sentir desafiado. Sempre me perguntam isso. Acho que subo no palco e faço os trabalhos com audiovisual pela adrenalina que dá, por você se desafiar ao limite das suas criações, da sua cabeça, tirar tudo daquilo e transformar em arte. Acho que esse frio na barriga é gostosinho”, disse Xamã.
No retorno ao Espaço Favela, o repertório refletiu essa trajetória marcada por mudanças de linguagem e por colaborações com nomes do cenário nacional. A presença de faixas do disco mais recente e a participação de Major RD ilustraram a combinação entre passado e presente que o artista trouxe ao fechamento da programação do local.
O balanço apresentado por Xamã antes da apresentação revelou que o momento vivido nos últimos anos — entre discos, colaborações e incursões no audiovisual — foi pensado para ser transmitido ao público no palco onde ele começou sua história no festival.
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