Kenneth Iwamasa, que morava com Perry, recebeu pena de 3 anos e 5 meses. Ele aplicou injeções de cetamina no ator e o deixou sozinho na banheira onde foi encontrado morto.
Na última terça-feira, 27 de maio de 2026, Kenneth Iwamasa, assistente que residia com o ator Matthew Perry, foi condenado a três anos e cinco meses de prisão. Iwamasa foi responsabilizado por administrar pelo menos três injeções de cetamina em Perry e deixá-lo sozinho em uma banheira de hidromassagem, onde o ator foi encontrado inconsciente em 28 de outubro de 2023.
Após se declarar culpado em agosto de 2024 por conspiração para distribuir cetamina resultando em morte, Iwamasa foi o último entre cinco co-réus a receber uma sentença, que gerou grande repercussão. Durante a audiência, os promotores pediram uma pena de 41 meses, alegando que a punição refletia tanto o impacto devastador de suas ações quanto a colaboração que ele ofereceu aos investigadores posteriormente.
“O que você é, é o monstro que o matou”, declarou Lisa Ferguson, amiga e gerente de negócios de Perry, durante um emocionante depoimento. Ela acusou Iwamasa de se aproveitar da vulnerabilidade do ator e de ter mentido para sua família. “Matthew merecia viver. Você não.”
Iwamasa expressou seu arrependimento, afirmando estar “terrivelmente arrependido” e desejando que sua experiência sirva como um alerta para outros. “Sinto muito por ter cometido atos ilegais”, afirmou. Ele havia solicitado uma pena menor, mas sua condenação foi significativamente inferior à de sua co-ré Jasveen Sangha, que recebeu 15 anos de prisão no mês anterior por vender a cetamina que estava no corpo de Perry na hora de sua morte.
Os outros co-réus também receberam penas, com Erik Fleming, que atuou como intermediário, condenado a dois anos de prisão, enquanto o Dr. Salvador Plasencia, que forneceu cetamina a Perry nas semanas antes de sua morte, foi sentenciado a 30 meses. O Dr. Mark Chavez, que ajudou Plasencia, recebeu uma pena mais leve de oito meses de detenção domiciliar.
Em depoimentos ao tribunal, familiares de Perry criticaram Iwamasa por sua falta de honestidade. A mãe de Perry, Suzanne Morrison, mencionou que confiava em Iwamasa para cuidar do filho em sua luta contra a dependência. Ela afirmou que, após a morte de Perry, Iwamasa tentou manter contato para monitorar o que a família sabia sobre seus atos.
“Kenny tinha o trabalho mais importante — de ser o guardião do meu filho na luta contra a dependência”, escreveu Suzanne ao juiz, ressaltando que Iwamasa sabia da vulnerabilidade de Perry.
A irmã de Matthew, Madeline Morrison, também fez críticas ao assistente, considerando seu discurso no funeral do ator como vergonhoso. “A pessoa responsável pela morte do meu irmão se levantou e falou com as pessoas que mais o amavam. Isso é como uma piada cruel”, desabafou.
Os promotores afirmaram que Iwamasa estava ciente dos perigos associados ao uso da cetamina e que tentou destruir provas antes da chegada dos paramédicos. Segundo documentos judiciais, ele foi o responsável por organizar os encontros de Perry com o Dr. Plasencia e utilizou fundos do próprio ator para adquirir a substância.
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