O SBT chega aos 44 anos nesta terça-feira (19/08/2025) encarando uma de suas fases mais delicadas, com forte retração na audiência e uma grade que muda constantemente. Há pouco mais de dois anos, a direção tenta diferentes atalhos para reconquistar o público, mas ainda sem resultados expressivos.
No centro das decisões está Daniela Beyruti, presidente da emissora. Sob seu comando, o canal recorreu a atrações que marcaram época, como “Chaves” e “Chapolin” em horário nobre, além de ressuscitar formatos extintos como “Aqui Agora”, “Casos de Família” e “Bom Dia & Cia”. Ainda assim, o índice de televisores ligados segue baixo.
Hoje, o SBT permanece distante da vice-liderança ocupada pela Record e, em alguns períodos, disputa ponto a ponto com a Band o terceiro lugar na Grande São Paulo, principal mercado aferido pelo Ibope.
Para o colunista Ricky Hiraoka, autor do artigo que chama atenção para o aniversário da emissora, insistir em sucessos do passado não basta. Segundo ele, a rede precisa de uma estratégia editorial contemporânea e coerente, voltada ao perfil de quem continua consumindo TV aberta. O jornalista ressalta que mudanças exigem paciência, pois “televisão é hábito”.
Imagem: Rogerio Pallatta via uol.com.br
Hiraoka defende ainda que novos conselheiros possam ajudar a gestão a transformar o SBT em alternativa competitiva frente aos concorrentes, já que copiar formatos alheios ou repetir velhas receitas não tem surtido efeito.
Com informações de UOL
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