Lançado em 16 de setembro pela Som Livre, o álbum traz 11 faixas com participações de Emicida, Bia Ferreira, Céu e outros nomes. Onze anos após o primeiro volume, Sant revisita a pergunta-título ao narrar a volta ao seu território e a retomada do rap.
Sant lançou no dia 16 de setembro de 2026 O Que Separa os Homens dos Meninos Vol. II, pela Som Livre. Com 11 faixas, o novo disco reúne uma série de parcerias que dialogam com a trajetória do rapper da Zona Norte do Rio de Janeiro: Emicida, Bia Ferreira, Céu, L7NNON, Duquesa, MC Marechal, Tiago Mac, Lil Whind, 2ZDinizz, DJ KL Jay e outros nomes. Onze anos depois do primeiro volume, de 2015, Sant revisita a pergunta que dá título à obra a partir das mudanças pessoais e artísticas que vieram depois — entre idas e voltas ao território onde cresceu, uma pausa e a retomada da relação com o rap, novas responsabilidades e uma família formada.
“Eu sabia que as experiências que me levaram a compor o primeiro volume ainda eram apenas de um menino e que eu precisava compartilhá-las para viver novas experiências enquanto homem”
O conceito do álbum parte da ideia do tempo como eixo narrativo. Sant encara o Vol. II como o espaço intermediário de uma trilogia pensada desde o início, um capítulo que conversa com o primeiro sem tentar replicá-lo. Sobre essa evolução sonora e emocional, ele resumiu a diferença entre as duas fases com uma imagem direta: no primeiro havia a urgência e o desejo de se provar ao mundo; agora há outra postura, mais contida e reflexiva.
“No primeiro volume era esse grito de um menino que precisava mostrar alguma coisa para o mundo, ainda sem saber muito bem o quê — muito menos como. Era a vontade de um incendiário; agora, eu sou bombeiro”
A construção do disco começou ao lado do produtor e parceiro histórico MC Marechal, que esteve presente na definição de temas, nomes de faixas e texturas das batidas durante uma sessão inicial. Com a saída de Marechal do projeto antes da finalização, LP Beatzz assumiu como produtor central, dando unidade às 11 faixas e conectando diferentes momentos da trajetória do artista.
“O LP é um gênio; ele faz esse tipo de coisa dar certo”
MC Marechal continua creditado na produção de “Meio”, faixa com L7NNON que foi lançada como single em 2025. As participações no álbum nasceram de vínculos pessoais e criativos, e o processo de montagem das faixas foi fluido: trechos que surgiam como interlúdio puderam se transformar em cyphers colaborativas quando Sant apresentou as músicas às pessoas envolvidas. Um exemplo é “Corre”, que reuniu nomes como Pecaos, ADL, Clara Lima, Duquesa e 2ZDinizz.
“Cada pessoa que participou do disco é muito especial para mim — e, de alguma forma, para o contexto”
Além das canções, Sant lançou junto com o álbum um curta-metragem que retoma a linguagem documental do primeiro volume e aprofunda a relação do artista com família, amizades e território. Enquanto o filme anterior registrava um jovem em construção, o novo curta acompanha a pessoa que ele se tornou, oferecendo um complemento visual e narrativo ao trabalho musical.
“Esse disco, falar dessas coisas, é também forçar a gente, como inconsciente coletivo, a olhar e pensar: ‘No mínimo, a gente já não é mais o mesmo’”
Com mais de 1 bilhão de streams somados ao longo da carreira, Sant entrega o segundo capítulo de uma trilogia que foi construída sem pressa e com atenção às transformações pessoais. O Vol. II surge como um registro de passagem: parte confissão, parte retrato de um artista que se move entre memória e presente, entre o território que o formou e as novas responsabilidades que carrega.
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