Bianca Jhordão e Rodrigo Brandão passaram pela redação em Copacabana e contaram como os festivais independentes moldaram o Leela. A banda já tocou em MADA, Goiânia Noise e Porão do Rock, entre outros.
Bianca Jhordão, vocalista e guitarrista do Leela, e Rodrigo Brandão, guitarrista da banda, passaram pela redação em Copacabana para conversar sobre a relação do grupo com os festivais — em especial os independentes. A trajetória do Leela é marcada por apresentações em circuitos alternativos que ajudaram a construir a reputação do grupo e a ampliar sua rede de contato na cena.
Desde o início da caminhada, a banda buscou espaço nesse circuito: já se apresentou no MADA, em Natal; no Goiânia Noise; no Porão do Rock, em Brasília; e em outros festivais realizados pelo país. Para Bianca e Rodrigo, essas vivências não serviram apenas para colocar o nome da banda em mais palcos, mas também para criar conexões com outros artistas e projetos da cena independente.
“Foi muito importante para o nosso crescimento. A gente sempre achou que isso era algo fundamental”
O discurso dos dois reforça a ideia de que festivais são terreno fértil para quem está em desenvolvimento. Diferente de um show solo, em que o público costuma ir especificamente para acompanhar um artista, o ambiente de festival reúne atrações distintas e oferece ao público a oportunidade de descobrir nomes novos. Em alguns casos, ingressos chegam a ser colocados à venda antes mesmo da divulgação completa do line-up, o que faz com que muitas pessoas comprem o ingresso para o evento e depois escolham quem assistir.
“As pessoas vão pelo festival e depois vão ver quem está tocando”
Além da relação estritamente musical, Bianca e Rodrigo destacaram o aspecto de comunidade que envolve esses encontros. A experiência de participar de um festival envolve estar em um determinado lugar, compartilhar um momento coletivo e, muitas vezes, sentir parte de uma tribo ou cena. Esse elemento social contribui para que o público se interesse por bandas que ainda não fazem parte do seu repertório habitual.
“É muito louco isso, porque é um evento, então as pessoas querem fazer parte de um evento, de uma tribo, de um momento”
O Leela também recebeu um convite para tocar no Rock in Rio, episódio que os próprios integrantes classificaram como surpreendente e que, segundo eles, pode abrir novas portas. A experiência do convite foi mencionada como um possível estímulo para que outros festivais voltem a chamar a banda.
“De certa forma, até surpreendente, fomos convidados pelo Rock in Rio. A gente espera que esse convite do Rock in Rio estimule outros festivais a chamarem o Leela”
Hoje, a dupla enxerga uma cena de festivais independentes cada vez mais diversa e espera voltar a ocupar esses palcos com maior frequência. Para músicos em formação ou bandas emergentes, a avaliação do Leela é clara: os festivais independentes seguem sendo uma porta de entrada e um espaço de conexão direto com público e colegas de cena.


