O músico morreu no Brooklyn após enfrentar um câncer. O baixista Casey Orr confirmou a morte e enalteceu sua contribuição artística e o impacto pessoal sobre integrantes e fãs.
Chuck Varga, membro fundador e vocalista da banda de heavy metal GWAR, faleceu aos 68 anos no Brooklyn, em Nova York, após enfrentar uma luta contra o câncer. A notícia da morte foi divulgada pelo baixista Casey Orr, que destacou a importância artística e pessoal de Varga para a comunidade da banda e para os fãs.
“Ele era único. Como artista, como performer, como acadêmico e como cavalheiro. Sou uma pessoa melhor por tê-lo conhecido e o mundo é pior por sua partida.”
“É bem provável que ele esteja sendo recebido em Valhalla agora por Brockie, Smooty e todos os que partiram antes dele. Ergam seus copos e contem suas histórias. Lendas nunca morrem. Salve Varga! Salve Sexicutioner!”
Segundo a mensagem divulgada, Varga morreu em paz ao lado da esposa, Bambi. O vocalista havia revelado seu diagnóstico de câncer em abril passado, e, em resposta à situação, seus companheiros de banda organizaram uma campanha nacional de doação de sangue em homenagem a ele. Os doadores receberam uma camiseta desenhada por Varga como forma de agradecimento pela mobilização.
A trajetória de Chuck Varga estava ligada às origens do GWAR desde os primeiros passos. Ele estudou na Virginia Commonwealth University, onde conheceu Hunter Jackson; juntos, eles criaram um espaço de produção chamado The Slave Pit, concebido para a realização de filmes estudantis. Daquele núcleo criativo nasceu uma comunidade de músicos, artistas e cineastas que evoluiu para a banda GWAR, conhecida por mesclar elementos de heavy metal, ficção científica, mitologia nórdica medieval e figurinos inspirados no estilo de bandas como Kiss, projetados para criar espetáculos exagerados, violentos e grotescos.
No cenário local, o GWAR se tornou uma das bandas favoritas em Richmond antes de ampliar sua base de fãs pelo país. O grupo recebeu reconhecimento da indústria com indicações ao Grammy: em 1993, pela obra de vídeo de longa duração Phallus in Wonderland, e em 1996, na categoria Melhor Performance de Metal pelo single “SFW”.
Varga atuou como vocalista durante o período de maior visibilidade do grupo entre 1986 e 1996, retornando posteriormente para participações em 2000 a 2002, de 2014 a 2017 e em 2022. Em 1997, ele deixou a banda e mudou-se para Nova York em busca de oportunidades nas áreas de cinema, televisão e Broadway, sem, no entanto, se desvincular totalmente da cena artística que ajudou a criar.
O anúncio da morte provocou manifestações de pesar e homenagens entre colegas, fãs e membros da cena musical que acompanharam a trajetória do artista. A carreira de Varga ficará marcada tanto pela presença cênica e vocal quanto pelas contribuições criativas ao universo do GWAR e à comunidade artística que se formou ao redor da banda.


