Fisioterapeutas, treinadores e pesquisadores norte-americanos listaram seis equívocos comuns que, segundo eles, atrapalham a evolução de quem corre. A discussão vai de musculação a géis energéticos e serve tanto para iniciantes quanto para quem já acumula muitos quilômetros.
Mito 1 – “Corredor de longa distância não precisa levantar peso”
Alison McGinnis, diretora clínica da Finish Line Physical Therapy (Nova York), afirma que trabalho de força é essencial para ganhar velocidade e reduzir risco de lesão. Sem músculos e tendões fortes, “mais cedo ou mais tarde algo vai ceder”, diz ela.
Mito 2 – “Depois de correr, não é necessário comer”
O exercício intenso pode suprimir a fome temporariamente, mas o corpo continua precisando de combustível, explica a nutricionista esportiva Kristy Baumann, de Minneapolis. Uma refeição ou lanche logo após o treino acelera a recuperação.
Mito 3 – “Ácido lático causa dor muscular”
O professor Scott Murr, da Universidade Furman (Carolina do Sul), lembra que o lactato é fonte de energia, não vilão. A dor que surge um ou dois dias depois da corrida está ligada a microlesões nas fibras musculares, não ao ácido lático.
Mito 4 – “Géis energéticos sempre dão dor de estômago”
Segundo Baumann, o desconforto costuma ocorrer quando o corredor está desidratado ou ainda não acostumou o aparelho digestivo. A orientação é treinar o estômago: começar com meio gel e água a cada 40 minutos em treinos longos, evoluindo gradualmente para um gel a cada 30 minutos acompanhado de bebida esportiva.
Mito 5 – “Descansar totalmente é a melhor cura para qualquer lesão”
Para algumas lesões, como fraturas por estresse, repouso é indispensável. Mas em distensões de ligamentos e tendões, movimento leve estimula a circulação e acelera a cura, explica Iain Hunter, da Universidade Brigham Young. O ideal é consultar um fisioterapeuta para ajustar a carga.
Imagem: redir.folha.com.br
Mito 6 – “Corredores de verdade se esforçam ao máximo todos os dias”
O treinador Steve Finley, cofundador do Brooklyn Track Club, lembra que até atletas olímpicos correm cerca de 40 a 50 milhas (64 a 80 km) por semana – menos do que muitos amadores. Dena Evans, treinadora há 25 anos, reforça que a regra de ouro é alternar dias fortes e leves para permitir adaptação e progresso.
Compreender e abandonar esses mitos pode ajudar corredores de todos os níveis a evitar lesões e melhorar a performance, afirmam os especialistas consultados.
Com informações de Folha de S.Paulo
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