Em visita à redação em Copacabana, o cantor revelou como criou Ventos Favoráveis e as amizades que viraram feats. Ele também antecipou o álbum Psicodelícia e o retorno ao funk com o produtor que o descobriu.
Poucos meses depois de lançar Ventos Favoráveis, Duh Marinho já está planejando o próximo capítulo da carreira e contou detalhes do processo criativo e das parcerias que marcaram o segundo álbum. Em visita a uma redação no bairro de Copacabana, o artista falou sobre como o disco surgiu, as amizades de longa data que viraram feats e a forma como está preparando a nova fase, que terá um retorno ao funk com produção de quem o descobriu no começo da trajetória.
Para Duh, Ventos Favoráveis representa o momento em que ele finalmente encontrou a sonoridade que vinha buscando. Ele enfatizou que o lançamento trouxe a percepção pública sobre sua maturidade artística e abriu espaço para ser visto musicalmente de uma forma diferente.
“Esse disco que eu lancei, vai fazer três meses, me trouxe algo que eu já estava buscando já tinha um tempo. É o meu segundo álbum. As pessoas estão me enxergando musicalmente. Eu consegui apresentar um trabalho maduro que me levou para esse lugar.”
O cantor também falou sobre suas origens: começou na Furacão 2000 e lembra com carinho a rotina dos testes e shows que o aproximaram do groove. A experiência em eventos de rua e blocos de carnaval foi decisiva para o afeto pelo ritmo que hoje atravessa suas canções.
“Ficar ali na coxia esperando minha hora de entrar para fazer meu funk fez eu me apaixonar por essa sonoridade. Eu mergulhei nisso, me aprofundei.”
As participações de Mahmundi, Fernanda Abreu e Anitta em Ventos Favoráveis também tiveram curadoria específica. Sobre Mahmundi, o processo começou na produção da faixa “Só Para Relaxar” e acabou se transformando em um dueto, por vontade do próprio Duh.
“Eu chamei ela para produzir essa faixa. Quando foi a hora de botar no disco, eu falei: ‘Eu quero que você cante comigo’. A voz da Mahmundi é a voz do anjo.”
Fernanda Abreu foi citada como uma influência fundamental, responsável por ajudar a moldar o gosto do artista por soul, funk e groove. Já a história com Anitta vem de antes da fama: os dois se conheceram nos testes para a Furacão 2000, se identificaram e mantiveram amizade desde então. Segundo Duh, Anitta entrou em “Mundo é Detalhe Para Nós” depois de ouvir a faixa e considerar que ela combinava com o repertório dela.
“A gente se conheceu na fila do teste da Furacão 2000. Nós dois fomos fazer teste para a Furacão 2000 no mesmo dia, nos identificamos de cara e viramos best friends para sempre.”
Mesmo com Ventos Favoráveis ainda recente, Duh já está imerso no processo do terceiro disco, que tem título e direção musical definidos. O álbum vai se chamar Psicodelícia e marca um retorno mais explícito ao universo do funk, em parceria com Batutinha, responsável por ter descoberto o artista na Furacão 2000.
“De uma música virou um EP, de um EP virou um álbum. O nome do álbum é Psicodelícia e vem aí.”
O método de trabalho para o novo projeto foi diferente: Duh gravou sua banda de groove em BPMs que dialogam com o funk e levou essas bases para que a Furacão 2000 transformasse as faixas para o ritmo. A intenção é começar a apresentar esse novo momento ao público em dezembro, quando a nova fase deve ganhar forma e circulação.
O relato traz um panorama do movimento do artista entre afirmação estética e vontade de experimentação, além de evidenciar como laços antigos e parcerias recentes ajudam a dar corpo às transições sonoras que Duh pretende mostrar no curto prazo.



