Com sabor discreto, preço acessível e 95% de água na composição, a abobrinha — tecnicamente classificada como fruta — reúne antioxidantes que ajudam a combater inflamações, proteger a visão e manter a pressão arterial sob controle.
Antioxidantes potentes
Segundo pesquisadores citados pelo The New York Times, meia abobrinha média fornece cerca de 15 mg de vitamina C, quase 20% da recomendação diária para adultos. O vegetal também concentra betacaroteno, luteína e zeaxantina, carotenoides capazes de neutralizar radicais livres e regular a produção de citocinas inflamatórias, explica o cientista alimentar Taylor Wallace, da Universidade George Washington.
Embora verduras de folhas escuras contenham doses mais altas desses compostos, a vantagem da abobrinha está na versatilidade culinária: pode substituir massas em “espaguete” vegetal, entrar em refogados ou compor assados, observa Christopher Gardner, diretor de estudos de nutrição no Centro de Pesquisa de Prevenção de Stanford.
Proteção ocular
Luteína e zeaxantina se acumulam na mácula — região central da retina — e atuam como um escudo contra danos celulares. Uma xícara de abobrinha oferece pouco mais de 2 mg desses nutrientes, o equivalente a 17% da ingestão diária sugerida por especialistas, ajudando a reduzir o risco de degeneração macular relacionada à idade.
Pressão arterial em equilíbrio
Manter potássio e sódio em proporção adequada é essencial para o bom funcionamento celular. De acordo com a nutricionista Maya Vadiveloo, da Universidade de Rhode Island, meia abobrinha média entrega cerca de 4% da dose diária recomendada de potássio — quantidade comparável à encontrada em meia banana — e contribui para neutralizar os efeitos do excesso de sódio na pressão arterial.
Imagem: redir.folha.com.br
Baixa densidade calórica
Pobre em açúcar, gordura e calorias, a abobrinha tem impacto positivo na saciedade. Estudos apontam que alimentos com menor densidade energética ajudam a controlar a ingestão total e reduzem o risco de obesidade e diabetes. “Encher o prato com abobrinha ou outros vegetais não amiláceos é uma estratégia para comer menos sem sensação de privação”, afirma Vadiveloo.
Como consumir
Especialistas recomendam não descascar a casca verde, onde se concentram muitos nutrientes. A abobrinha pode ser ingerida crua, grelhada, assada, refogada ou em purês. Como a vitamina C é sensível ao calor, preparações rápidas preservam melhor esse composto. Já luteína e zeaxantina, lipossolúveis, são absorvidas com mais eficiência quando o alimento é regado a um fio de azeite.
Com informações de Folha de S.Paulo
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