Falar abertamente sobre fantasias sexuais pode criar conexão ainda mais profunda entre parceiros, segundo terapeutas e pesquisadores ouvidos pelo The Washington Post. O tema ganhou destaque depois que um leitor relatou ter descoberto que a esposa fantasiava sobre sexo com vários homens ao mesmo tempo, revelação que o deixou inseguro sobre a relação.
O casal, que sempre considerou a vida sexual satisfatória, só abordou o assunto após assistir ao filme “Babygirl”. A esposa admitiu sentir vergonha de expor o desejo, mas acabou contando. O marido, por sua vez, passou a questionar se ela fingia prazer anteriormente.
Fantasia como espaço seguro
Especialistas lembram que fantasias não são necessariamente roteiros para ações reais, mas um território psicológico onde se misturam aspirações, conflitos e ansiedades. A socióloga Alicia Walker destaca que muitas mulheres fantasiam sobre “entregar o controle” em um ambiente consensual. O tema é discutido no livro “Bound by BDSM: Unexpected Lessons in Building a Happier Life”, escrito por Walker em parceria com Arielle Kuperberg.
Walker aponta quatro grandes grupos de fantasias femininas: romance, poder, tabu e curiosidade. “Há razão para ‘Cinquenta Tons de Cinza’ ter vendido mais de 150 milhões de cópias”, afirma. Para ela, não se trata de violência, mas de sentir-se intensamente desejada.
Por que nos excitamos
O psicanalista Michael Bader, autor de “Arousal: The Secret Logic of Sexual Fantasies”, explica que as fantasias ajudam a transformar sentimentos de impotência em poder e a neutralizar inseguranças. “Sexo raramente é apenas sobre sexo”, resume.
Confiança e limites
Revelar um desejo considerado tabu pode ser sinal de confiança, reforçam os terapeutas. Eles recomendam acolher a novidade sem julgamentos, refletindo sobre a própria reação antes de tirar conclusões precipitadas. Caso o diálogo seja difícil, a orientação é buscar apoio profissional com um terapeuta sexual.
Imagem: redir.folha.com.br
Os especialistas lembram ainda que nem toda fantasia precisa sair do campo imaginário. Narrativas eróticas, troca de ideias e jogos de papéis podem ser alternativas seguras para explorar o tema, mantendo limites acordados pelo casal.
Entender as diferentes camadas da sexualidade — atração, comportamento e imaginação — ajuda a separar fantasia de insatisfação real. Ao receber a confidência com abertura, o casal pode transformar o momento em oportunidade de maior intimidade, e não em motivo de afastamento, concluem os profissionais.
Com informações de Folha de S.Paulo
Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




