21 de março de 2025 – Lançado há exatamente 12 meses, o filme franco-espanhol Emilia Pérez segue no centro de debates sobre representatividade e autenticidade cultural, enquanto empilha troféus em grandes premiações.
Maio de 2024 – Estreia e consagração em Cannes
O longa, escrito e dirigido pelo francês Jacques Audiard, teve première no Festival de Cannes e levou o Prêmio do Júri. As atrizes Adriana Paz, Zoë Saldaña, Karla Sofía Gascón e Selena Gomez dividiram o troféu de melhor atriz.
Poucos meses depois – Primeiras críticas
Em entrevistas, Gascón admitiu dificuldade com o sotaque mexicano, enquanto Audiard declarou não ter estudado detalhadamente o país retratado. As falas acenderam críticas sobre superficialidade cultural.
Novembro de 2024 – Reação de entidades e profissionais
A GLAAD classificou a obra como “retrógrada” na representação trans. O diretor de fotografia mexicano Rodrigo Prieto apontou erros de ambientação, como a palavra “Cárcel” em vez de “Penitenciaria” em placas cenográficas. No mesmo período, Eugenio Derbez desculpou-se após chamar o sotaque de Selena Gomez de “indefensável”.
Dezembro de 2024 – Escalação contestada
A diretora de elenco Carla Hool afirmou não ter encontrado intérpretes mexicanos adequados aos papéis principais, justificando a escolha de artistas internacionais.
Janeiro de 2025 – Triunfo no Globo de Ouro
Emilia Pérez conquistou quatro estatuetas, incluindo melhor filme de comédia/musical e melhor atriz coadjuvante para Zoë Saldaña. As vitórias geraram acusações de “fraude de categoria”.
Início de 2025 – Controvérsia envolvendo Gascón
Tweets antigos de Karla Sofía Gascón, com teor racista, xenófobo e islamofóbico, ressurgiram. A atriz pediu desculpas publicamente, foi retirada de campanhas da Netflix e Jacques Audiard declarou ter perdido a confiança na protagonista.
Imagem: tangerina.uol.com.br
Março de 2025 – Duas estatuetas no Oscar
A produção venceu melhor atriz coadjuvante (Zoë Saldaña) e melhor canção original (El Mal). Na coletiva pós-cerimônia, Saldaña pediu desculpas a um jornalista mexicano, mas enfatizou que o filme trataria de “mulheres universais” diante de opressões sistêmicas.
Após o Oscar – Novo pronunciamento de Gascón
Em carta divulgada pelo The Guardian, Gascón afirmou ter pensado em “algo impensável” durante a onda de ataques, pediu perdão ao México e defendeu empatia para construir um mundo mais justo.
Um ano depois – Balanço
Entre conquistas históricas e severas críticas, Emilia Pérez tornou-se símbolo do choque entre ambição artística, responsabilidade cultural e debates sobre representatividade no cinema internacional.
Com informações de Tangerina
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