A exclusividade das telonas ficou ainda mais curta. Dois dos maiores blockbusters de 2024, Jurassic World: Recomeço e o novo Superman, estrearam no cinema e já podem ser encontrados nas plataformas digitais em poucos dias ou semanas, confirmando a tendência de janelas de exibição cada vez menores.
Jurassic World: Recomeço
Lançado nos cinemas brasileiros no início de julho, o longa sobre dinossauros permaneceu apenas 45 dias exclusivo nas salas. A produção, que reúne Scarlett Johansson, Jonathan Bailey e Mahershala Ali, já está disponível para compra ou aluguel em serviços on-demand.
Quem prefere aguardar o streaming por assinatura terá de esperar: a previsão é que o título chegue ao Prime Video em janeiro de 2026.
Com receita superior a US$ 828 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões) ao redor do mundo, o filme acompanha Zora Bennett (Johansson), especialista em operações secretas que tenta coletar material genético dos maiores dinossauros para criar um medicamento revolucionário. A missão dá errado e a equipe fica presa em uma ilha, onde descobre um segredo inesperado.
Superman de James Gunn
Dirigido por James Gunn e estrelado por David Corenswet, o novo Superman também rompeu barreiras de tempo. Mesmo ainda em cartaz, o longa entrou em pré-venda no Prime Video e poderá ser assistido online a partir de 23 de agosto. Já em outubro, a produção desembarca no HBO Max.
O filme inaugurou o novo Universo Cinematográfico da DC e acumula quase US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3,2 bilhões) de bilheteria global. A história mostra Clark Kent enfrentando o conflito entre sua criação terráquea e sua herança kryptoniana, enquanto protege a humanidade. Ícones como Lex Luthor, Lois Lane, Lanterna Verde e Mulher-Gavião integram o elenco.
Imagem: Divulgacao Universal via tangerina.uol.com.br
Mercado em transformação
A aceleração da migração dos filmes para o digital, intensificada na pandemia de Covid-19, vem redesenhando as estratégias dos estúdios. A Warner Bros., por exemplo, reduziu a janela de exclusividade de diversas produções, gerando atritos com nomes como Christopher Nolan, que levou Oppenheimer (2023) para a Universal e negociou um período maior nas telas.
Enquanto diretores como Tom Cruise e James Cameron defendem exibições prolongadas, a indústria experimenta encurtar prazos para ampliar o público pagante em múltiplos formatos. Resultados de sucessos recentes, como Oppenheimer, Top Gun: Maverick e Avatar 2, indicam que permanências maiores ainda podem ser lucrativas, mas o comportamento do público já mudou: muitos preferem aguardar poucas semanas para ver o lançamento em casa por um valor menor.
A redução das janelas exclusivas, evidenciada agora por Jurassic World: Recomeço e pelo novo Superman, mostra que a disputa entre telonas e streaming segue em evolução – e sem sinais de retorno aos antigos prazos de exibição.
Com informações de Tangerina
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