16/08/2025 – São Paulo (SP) – Mesmo com o bloqueio de suas redes sociais e a desmonetização de seus perfis determinado pela Justiça da Paraíba, as faixas lançadas por Hytalo Santos em parceria com Kamylinha Santos e outros menores de idade seguem disponíveis nos principais serviços de streaming do país, garantindo o recebimento de direitos autorais ao influenciador.
Bloqueio vale só para redes sociais
A decisão judicial que proibiu Hytalo de acessar suas contas em plataformas como Instagram e TikTok não menciona a retirada de suas músicas de catálogos digitais como Spotify, Deezer e Amazon Music. Questionadas pelo g1, as empresas foram cautelosas: a Deezer informou que não comentaria o assunto, enquanto Spotify e Amazon não responderam até a publicação.
Números expressivos no Spotify
Com mais de 85 mil ouvintes mensais no Spotify, o artista acumula faixas que ultrapassam 1 milhão de reproduções. Entre elas estão “Combinação Perfeita”, “Cobra Miga” e “Mal Criada”, todas gravadas com Kamylinha. Os créditos das canções aparecem registrados como produção, edição e lançamento pela Hytalo Santos Music, o que indica que a maior parte dos royalties vai para o próprio Hytalo, que divide a parcela de intérprete com a jovem parceira e outros participantes.
Clipes fora do YouTube
Enquanto as músicas seguem ativas nos aplicativos de áudio, os videoclipes das mesmas faixas — que mostravam integrantes da chamada “tropa do HS” dançando, trocando beijos e interagindo com cobras — foram removidos do YouTube.
Prisão preventiva e investigação
O influenciador paraibano e o marido, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15), em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As ordens partiram do juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux (PB). Segundo o magistrado, há fortes indícios de tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular, produção de vídeos com menores e constrangimento de crianças e adolescentes.
Imagem: suspeita de exploração infantil via g1.globo.com
Denúncia ganhou força nas redes
O caso veio à tona após o youtuber Felca, dono de mais de 4 milhões de inscritos, publicar em 6 de agosto um vídeo denunciando a “adultização” de crianças nos conteúdos de Hytalo. Desde então, o Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) passaram a investigar o influenciador.
Defesa nega acusações
Em nota enviada pela defesa, Hytalo Santos afirma nunca ter compactuado com “qualquer ato atentatório à dignidade de crianças e adolescentes”, diz estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e garante que provará inocência no decorrer do processo.
Com informações de g1
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