Na noite de 25 de setembro, Olivia Rodrigo abriu a turnê lotando a PeoplesBank Arena com um espetáculo floral. O show alternou momentos íntimos ao piano e explosões de rock, com palco teatral e visual exuberante.
A estreia da turnê “The Unraveled Tour” aconteceu no dia 25 de setembro, em Hartford, Connecticut, e deixou claro por que Olivia Rodrigo se transformou em um fenômeno pop capaz de lotar arenas. A abertura em PeoplesBank Arena teve visuais marcantes, um tema floral que se espalhou pelo palco e um setlist pensado para equilibrar momentos íntimos ao piano e explosões de rock ao vivo. A apresentação foi a primeira de duas noites na cidade e teve casa lotada.
“Não acredito que estamos aqui”
Olivia subiu ao palco numa cena que misturou teatro e pop: ela emergiu de um campo de flores silvestres no centro do palco, iniciando a noite com “Drop Dead” em uma entrada cheia de fantasia. Flores cor-de-rosa e brancas dominaram a cenografia, reaparecendo sempre que necessário graças à equipe de palco. A direção de arte investiu na estética floral como fio condutor, com chuva artificial, neve e confete em momentos pontuais para amplificar a dramaticidade das faixas.
O repertório juntou canções dos três álbuns de Olivia até 2026, com escolhas que privilegiaram tanto os hinos pop quanto as baladas ao piano. A banda de apoio trouxe um tom de rock ao vivo que deu nova dimensão a faixas originalmente mais contidas em estúdio. Alguns números precisaram ficar de fora pela limitação de tempo — por exemplo, “What’s Wrong With Me” não entrou no setlist — e a ausência foi explicada pela relação com colaboradores que não estão em turnê.
O show também valorizou a proximidade com o público: além do grande palco curvo, havia um palco B circular e um minipalco, o que permitiu que Olivia percorresse a arena e criasse momentos íntimos mesmo em um espetáculo de arena. Em diversas passagens ela parou na grade, cantou de perto, segurou mãos e chegou a posar para fotos rápidas com fãs, tudo sem comprometer o ritmo da apresentação. A abertura ficou por conta da banda de apoio que aqueceu o público e recebeu elogios durante a noite.
Abaixo, cinco dos melhores momentos da estreia em Hartford.
1. Drivers License – uma interpretação ao piano que manteve a potência emocional do hit e fez a arena cantar em uníssono.
2. Drop Dead – abertura teatral que apresentou o tema floral e lançou a noite com energia e fantasia.
3. The Cure – performance catártica em que chuva cenográfica intensificou a carga emocional da música.
4. Stupid Song – versão íntima num palco menor, cercada por fãs que atuaram como coral.
5. Expectations – momento de rock ao vivo que mostrou a banda alinhada e a cantora em seu aspecto mais autoral.
Entre os destaques ficou também a transformação de “Cigarette Smoke”, que ganhou uma versão mais angustiada e roqueira no meio do show, além de faixas como “Honeybee” e “Favorite Crime” que compuseram a sequência de piano antes de “Drivers License”. A produção audiovisual ajudou a aproximar as emoções de quem estava mais distante, com câmeras que captavam detalhes do rosto e da performance, valorizando a conexão entre artista e plateia.
“Se vocês ainda não ouviram, deveriam mergulhar fundo na banda”
No conjunto, a estreia foi descrita como alegre e sem tropeços, com uma produção que soube equilibrar espetáculo e momentos pessoais. A combinação de três palcos, cenografia florida e uma equipe técnica afinada garantiu que quem tinha ingresso de pista tivesse chances reais de se aproximar da artista. Para quem acompanha Olivia desde os primeiros lançamentos, a noite confirmou a evolução do repertório ao vivo e a força das canções quando tocadas em arena.





