Com 12 faixas, o álbum mistura inéditas e releituras e traz parcerias como Jota.pê e Zeca Pagodinho. O fio condutor é o amor, em desejos, desencontros e memórias. Tem faixas para dançar e para ouvir com atenção.
Péricles apresentou seu novo álbum, Camuflagem, um trabalho de 12 faixas que mistura canções inéditas e releituras e reúne parcerias com nomes como Ney Matogrosso, Jota.pê, Zeca Pagodinho e Ana Castela. O fio condutor do repertório é o amor, explorado em múltiplas facetas: relações que dão certo, desencontros, desejos e memórias que ficam.
Segundo o próprio artista, a seleção das músicas foi feita com foco em temas atuais e na forma como o amor se manifesta na vida das pessoas. O disco traz tanto faixas para dançar quanto para ouvir com atenção, e foi montado pensando no que o público espera de Péricles.
“Quando escolho um repertório, procuro músicas que falem de assuntos atuais e, principalmente, de amor de uma maneira que dialogue com o que as pessoas vivem. São histórias de amores que dão certo, de outros que deixam alguma lição, músicas para dançar e ouvir com atenção. ‘Camuflagem’ tem muito disso. Foi um repertório escolhido com muito carinho e pensando no que o meu público espera de mim”
O single foco do álbum é “Até Quando”, parceria inédita com Jota.pê, composta por Leonardo Ferreira e Daniel Lemes. A canção fala sobre duas pessoas que adiam um sentimento que parece evidente e sobre a vontade de finalmente viver essa relação. O encontro entre Péricles e Jota.pê vinha sendo planejado e ganhou forma quando Péricles ouviu a música.
“Eu e o Jota.pê já estávamos conversando sobre fazermos alguma coisa juntos. Quando ouvimos ‘Até Quando’, mandei imediatamente para ele. Nem deu tempo de perguntar se ele queria gravar. Ele ouviu e já falou que estava dentro. Foi muito natural e deu muito certo”
No dia 25 de setembro, ao meio-dia, “Até Quando” ganha videoclipe no YouTube, dando sequência ao lançamento do álbum.
Outra colaboração de destaque em Camuflagem é a versão de “Faz Parte do Meu Show”, clássico de Cazuza e Renato Ladeira, dividido com Ney Matogrosso. A escolha aproxima duas vozes de trajetórias diferentes em uma canção conhecida por várias gerações, numa proposta de renovar a interpretação sem descaracterizar a obra original.
“Gravar ‘Faz Parte do Meu Show’ com o Ney é um momento que eu jamais vou esquecer. Sempre admirei muito o artista que ele é, dentro e fora do palco, e a interpretação dele é única. A ideia foi dar uma nova roupagem para uma canção que já está no coração das pessoas e promover esse encontro entre os nossos públicos e com quem ama a obra do Cazuza”
Com Zeca Pagodinho, Péricles revisita “Não Quero Mais Amar a Ninguém”, composição de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda. Embora os dois já tenham dividido uma gravação na época do Exaltasamba, esta é a primeira participação de Zeca em um trabalho da carreira solo de Péricles.
“É uma música que é pura poesia e que atravessa gerações. O Zeca é um grande amigo e um artista de quem sou fã há muitos anos. Já vínhamos falando sobre fazermos algo juntos e poder tê-lo agora em um álbum meu, na carreira solo, tornou essa gravação ainda mais especial”
O álbum também traz a parceria com Ana Castela em “Simplesmente Acontece”, que já foi divulgada e tem alcançado bons resultados nas plataformas digitais. Nas rádios, essa música permaneceu por nove semanas em primeiro lugar entre as mais tocadas do segmento pagode.
“A Ana é uma artista incrível e foi muito especial trazê-la para o universo do pagode. Quando ouvimos a música, já imaginamos na voz dela. Fiquei muito feliz com a forma como o público recebeu esse encontro”
Além dos destaques citados, Camuflagem inclui as inéditas “Tá Tudo Errado”, “Marcando Território”, “My Love”, “Nem A Gente Entende”, “Por Que Você Não Volta”, “Deixei Ir” e “Tão Raro”, compondo o conjunto de 12 faixas. Para Péricles, que completa quatro décadas de trajetória na música, cada entrada em estúdio representa a chance de se apresentar novamente ao público sem perder a identidade construída ao longo da carreira.
“Cada vez que entro em estúdio, encaro como um trabalho novo, uma nova chance, um novo começo. Procuro apresentar o Péricles, que muita gente já conhece, mas pensar que posso estar cantando pela primeira vez para alguém. Mesmo depois de 40 anos de carreira, gosto de manter esse sentimento de primeira vez”
Camuflagem surge, portanto, como um disco pensado para dialogar com diferentes públicos, misturando homenagem, reencontros e composições autorais que reforçam o tema central do amor em suas várias formas.




