No livro de memórias 'In My Darkest Hour', Dave Mustaine conta que, ao receber o diagnóstico de câncer de garganta em 2019, foi surpreendido por uma ligação de James Hetfield. O gesto o emocionou.
Dave Mustaine relembrou um gesto inesperado e sincero de James Hetfield no período em que enfrentou um dos maiores desafios de saúde de sua vida. Em trechos do livro de memórias In My Darkest Hour, o vocalista e guitarrista do Megadeth contou como, em 2019, quando foi diagnosticado com um câncer na garganta, recebeu um contato de Hetfield que o surpreendeu positivamente.
Mustaine fez questão de colocar o episódio no contexto da relação entre os dois: apesar das rusgas do passado — remanescentes desde a saída de Mustaine do Metallica no início dos anos 1980 —, ele destacou que a doença não foi usada como pretexto para falsos gestos. Pelo contrário, a iniciativa foi entendida como honesta e direta.
Feridas deixam cicatrizes, mesmo depois de cicatrizadas; portanto, seria impreciso dizer que James e eu éramos melhores amigos. Mas temos uma história em comum que sempre será profunda e significativa; eu me importo com ele, e sei que ele se importa comigo. Receber notícias dele bem quando eu estava prestes a começar o tratamento, num momento em que eu estava muito abatido, significou muito para mim.
No trecho do livro, Mustaine destaca o caráter pessoal do contato: não um gesto pensado para mídia ou redes sociais, mas uma mensagem privada, enviada na hora em que ele mais precisava de apoio. Ele contrapôs a atitude direta ao que chamou de performatividade digital, valorizando a presença humana e o empenho pessoal.
Dane-se o drama. Seja humano. E não faça isso por fama ou curtidas nas redes sociais. Pegue a droga do telefone e entre em contato. De forma privada. De pessoa para pessoa. Foi isso que o James fez.
Para Mustaine, pequenas demonstrações de cuidado podem ser decisivas. No livro, ele reforça que não é preciso ter as palavras perfeitas para confortar alguém; estar disponível e mostrar que se dedicou tempo já vale muito. Esse ponto aparece com clareza na lembrança que ele compartilha sobre o apoio recebido antes do início do tratamento.
Não se preocupe em dizer a coisa errada; se você está lá, se dedicou tempo e se esforçou para estar presente, não existe coisa errada a se dizer.
O relato faz parte de uma narrativa mais ampla do livro, em que Mustaine aborda tanto aspectos pessoais quanto profissionais de sua trajetória. A passagem sobre Hetfield ilustra como relações antigas, mesmo marcadas por conflitos, podem assumir contornos distintos diante de situações de saúde e vulnerabilidade.
Esta notícia foi publicada em 24/09/2026; hoje é 25/09/2026.




