No espetáculo The Girl in the Tower, Halsey trocou a estética pop-dance por guitarras e bateria e comandou o palco Mundo. A artista confirmou que foi a última turnê do projeto, unindo teatro e hits de quase 15 anos.
Quem esperava ver Halsey no palco Mundo como uma figura de conto de fadas teve uma surpresa: com o espetáculo The Girl in the Tower, a cantora e compositora tomou o palco com atitude e energia, mostrando que não vinha para desempenhar um papel frágil, mas para comandar a noite.
A apresentação no Rock in Rio foi anunciada por Halsey como a última performance do projeto que mistura uma abordagem teatral com sucessos de quase 15 anos de carreira. O set privilegia guitarras e bateria, deixando para trás a estética pop-dance da era de seu maior hit colaborativo. Entre as escolhas do repertório, houve uma versão pesada de “Closer”, que reforçou a virada sonora do show.
“Preciso de 100 bruxas se reunindo para me ajudar a chutar essa doença nas próximas 24 horas. Eu estou morrendo e irmãos e irmãs isso é algo sério”
O temor de que Halsey não pudesse vir ao Rio de Janeiro circulou entre fãs depois de uma publicação dela três dias antes do show, mas a artista conseguiu se recuperar a tempo. Durante a apresentação, correu pela estrutura e deixou claro que estava confortável no palco, com a voz em dia e em plena sintonia com a proposta rock da noite.
Em um momento de interação com o público, Halsey falou sobre seu carinho pelo Brasil e agradeceu a recepção calorosa. Em entrevista antes de vir ao país para a apresentação, ela explicou o quanto aquele primeiro contato com a plateia brasileira havia sido importante para ela:
“É um dos meus lugares favoritos no mundo. Acho que aquela primeira experiência realmente consolidou o lugar do Brasil no meu coração. Eu simplesmente me apaixonei”
A cantora também fez declarações de afeição às mulheres no palco, dizendo que a coisa que mais ama no mundo são as mulheres e destacando o prazer de vê-las livres e sendo elas mesmas. Isso se refletiu na performance: Halsey deu mostras de potência vocal e habilidade na guitarra, sem se intimidar diante de um grande público — nem mesmo pela chuva que caía na Cidade do Rock.
Visualmente, o espetáculo usou labaredas de fogo ao longo da apresentação para aquecer a noite e projeções nos telões mostraram imagens de um castelo com torre e de uma igreja. A concepção do show foi dividida em quatro atos conceituais: The Mother (A Mãe), The Maiden (A Donzela), The Mage (O Mago) e They’re Raging at Me (Eles estão furiosos comigo), o que reforçou a ambientação teatral e a narrativa do projeto.
Além da presença cênica, Halsey pediu que o público participasse ativamente e incentivou um mosh pit durante “Experiment on Me”, pedido que foi atendido pelos presentes. Ela também desceu até a plateia em determinado momento para cantar perto dos fãs e chegou a abraçá-los. A atmosfera ficou ainda mais emotiva quando muitos celulares foram acesos durante “Without Me”, criando um momento de proximidade entre a artista e a plateia.
O repertório percorreu fases distintas de sua discografia, com versões mais roqueiras de faixas vindas de álbuns como “Badlands” (2015), “Hopeless Fountain Kingdom” (2017), “Manic” (2020), “If I Can’t Have Love, I Want Power” (2021) e “The Great Impersonator” (2024). No conjunto, a apresentação reforçou a imagem de Halsey como artista que transita entre o pop e o rock com segurança e sintonia com o público.
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