O cantor depôs por quase três horas em tribunal na Califórnia. Ele reconheceu parte da culpa pelos ferimentos graves sofridos por Maria Avila, mas negou ser dono do animal.
Chris Brown subiu ao banco das testemunhas nesta quinta-feira e compartilhou sua experiência ao encontrar uma funcionária de limpeza gravemente ferida em sua propriedade em Los Angeles, após um ataque de um cão de segurança. O incidente ocorreu há cinco anos, em um dia que o cantor descreveu como chocante.
Durante quase três horas de depoimento em um julgamento civil em Van Nuys, Califórnia, Chris Brown reconheceu que tinha alguma responsabilidade pelos ferimentos de Maria Avila, mas negou ser o proprietário do cão da raça Ovcharka da Ásia Central, chamado Hades, que atacou a mulher. Ele afirmou que o animal foi adquirido pela sua equipe de segurança.
O artista de 37 anos contou que estava prestes a tomar banho quando ouviu Hades rosnando, descendo as escadas para investigar o que estava acontecendo no dia 12 de dezembro de 2020. Ao chegar ao local, encontrou Maria Avila deitada no chão, sem se mover. Chris disse que prendeu o cão em um canil e gritou para um segurança que estava próximo.
“Vem aqui agora, porra”, relatou Chris, lembrando-se do momento em que ficou a cerca de 30 centímetros de Maria Avila para confirmar se ela ainda respirava.
O cantor descreveu a cena como aterradora, afirmando que viu sangue fresco no chão, no braço e no rosto de Maria. Quando questionado pela advogada de Maria, Nancy Doumanian, sobre as feridas, Chris apontou para seu próprio rosto e descreveu o que viu: “Estava cortado, tipo, separado. Eu sei que é gráfico, mas dava para ver a pele meio levantada”, disse ele, reconhecendo que havia muito sangue no local.
Chris Brown também explicou que não fez uma chamada para o 911, pois temia que isso criasse um “circo” midiático. Ele alegou que foi aconselhado por seu empresário a deixar a casa antes da chegada dos socorristas. “Ele queria garantir que ela fosse atendida e me afastar da publicidade”, afirmou.
“Por causa de como minha imagem é e sempre é usada. Eu não queria uma história distorcida, ou um circo, por causa do meu nível de exposição”, acrescentou Chris, explicando suas preocupações sobre a situação.
Durante o julgamento, Chris admitiu que não prestou ajuda a Maria Avila, mesmo sem ter contato físico com ela. “Eu estava em choque”, repetiu várias vezes, enfatizando seu estado emocional naquele momento. As alegações de Maria Avila incluem que o cão a atacou de forma brutal, resultando em ferimentos graves e consequências permanentes, como perda de visão e danos nos nervos.
O juiz que conduz o caso já havia decidido que o histórico de Chris Brown relacionado a um incidente anterior de violência não seria relevante para o julgamento, embora alguns jurados tenham expressado dificuldades em serem imparciais devido a esse passado.
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