Irmãos Cascio contam à TV australiano crimes que atribuem a Michael Jackson
Quatro irmãos que dizem ter feito parte de uma espécie de “família secreta” mantida por Michael Jackson deram uma entrevista ao programa 60 Minutes Australia e retomaram acusações de abuso sexual ocorridas quando eram crianças. Eddie, Aldo, Dominic e Marie-Nicole Cascio afirmaram que o cantor, morto em 2009, os molestou e os forneceu drogas e álcool após conquistar a confiança de seus pais.
Segundo os irmãos, o relacionamento da família com Jackson começou na década de 1980, quando o pai das crianças, Dominic Sr., conheceu o artista enquanto trabalhava no Hotel Helmsley Palace, em Nova York. A partir dessa relação, eles passaram a ser convidados a viajar, a frequentar o Rancho Neverland e a conviver com o cantor em diferentes residências, inclusive locais ligados a celebridades como Elizabeth Taylor e Elton John, onde, segundo o processo, os abusos teriam ocorrido.
Em fevereiro, os quatro moveram uma ação judicial em que classificam Jackson como um predador sexual infantil em série. Na entrevista, Eddie, hoje com 43 anos, relatou lembranças de noites em que o cantor aparecia em sua casa sem avisar; ele lembra ter cerca de dois anos na primeira vez que Jackson foi até lá. Os irmãos dizem que os supostos abusos se estenderam por cerca de 25 anos.
Eddie contou que a primeira abordagem sexual aconteceu quando tinha 11 anos, durante turnê, e descreveu episódios de contato íntimo em que dormiam na mesma cama. Dominic relatou episódios de humilhação e práticas sexuais que incluíam o que os irmãos chamam de “briga de bunda” e afirmou que Jackson chegou a beber urina de uma das crianças, dizendo que aquilo seria uma demonstração de afeto. Marie-Nicole afirmou que foi obrigada a se despir aos 12 anos enquanto Jackson se masturbava observando-a. Aldo declarou que o abuso a partir de um momento em que jogavam videogame: ele diz que o cantor abaixou seu short e realizou sexo oral.
Além das denúncias de abuso, os Cascio afirmam que receberam medicamentos controlados — citando nomes como Xanax e Vicodin — e bebidas alcoólicas desde muito jovens. Eles relataram que Jackson tinha apelidos para as bebidas: vinho era chamado de “suco de Jesus” e havia outra bebida forte apelidada de “suco da Disney”. Os irmãos também disseram que foram instruídos a mentir em eventuais interrogatórios policiais e a negar qualquer anormalidade na presença do cantor.
Procurada pelo programa, a administração do espólio de Michael Jackson reagiu acusando os irmãos de tentarem extorquir a imagem do artista, afirmando que alegações semelhantes vêm ocorrendo há mais de 15 anos. “Infelizmente, assim como em vida, o talento e o sucesso de Jackson continuam a torná-lo um alvo”, declarou o representante do espólio à emissora.
O caso segue sob litígio desde a ação apresentada em fevereiro, e as novas declarações foram levadas ao ar pelo 60 Minutes Australia como parte da cobertura das acusações.
Com informações de Revistamonet.globo
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