O diretor e professor russo Pavel Talankin teve seu Oscar apreendido por agentes de segurança no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, antes de embarcar em um voo para a Europa, e desde então não recebeu a estatueta de volta, afirmou o codiretor David Borenstein.
Segundo relato de Borenstein publicado no Instagram, Talankin viajava de Nova York para Frankfurt, na Alemanha, em um voo da Lufthansa na última quarta-feira (29). O cineasta havia levado o prêmio na bagagem de mão após vencer o Oscar de Melhor Documentário na cerimônia realizada em março deste ano por “Um Zé Ninguém Contra Putin” (2025), codirigido por Borenstein.
De acordo com a postagem, um agente da Transportation Security Administration (TSA) teria classificado a estatueta como um objeto que poderia ser usado como arma, o que levou ao pedido de que o Oscar fosse despachado. Borenstein anexou à publicação imagens da bolsa que continha a estatueta e da caixa entregue pelos agentes para acondicioná-la.
Os agentes informaram que a caixa com a estatueta seria colocada no porão do avião, mas, conforme Borenstein, o Oscar “nunca chegou em Frankfurt”. Ele afirmou também que não encontrou outros relatos de pessoas obrigadas a despachar um Oscar e questionou se Talankin teria sido tratado da mesma forma caso fosse uma personalidade famosa do cinema ou se falasse inglês fluentemente.
O documentário “Um Zé Ninguém Contra Putin” inclui imagens gravadas clandestinamente por Talankin enquanto ele atuava como professor em áreas rurais da Rússia, registrando cenas dentro de salas de aula durante a invasão à Ucrânia. A produção rendeu a dupla o Oscar de Melhor Documentário e, segundo a reportagem, resultou em restrições burocráticas impostas a Talankin em seu país natal.
Até o momento da publicação do relato de Borenstein, não há informação pública de que a estatueta tenha sido localizada ou devolvida a Pavel Talankin.
Com informações de Revistamonet.globo
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