De acordo com a Variety, a stylist de celebridades Leslie Fremar afirmou pela primeira vez que serviu de base para a personagem Emily Charlton, do livro best-seller que originou o filme O Diabo Veste Prada. A declaração foi feita durante participação no podcast The Run-Through, da Vogue.
Na conversa, Fremar foi direta ao reconhecer a semelhança com a personagem: “Eu sei que sou. Eu sou a Emily.” Ela explicou que a experiência profissional ao lado da autora Lauren Weisberger, quando ambas trabalharam na redação da Vogue, serviu de material para a obra.
Segundo a stylist, a publicação do livro teve efeito pessoal e profissional negativo: ela disse que a divulgação da obra “pareceu uma traição” e que, após a publicação, não manteve mais contato com Weisberger. Fremar também afirmou que trechos memoráveis do romance, inclusive falas célebres, tiveram origem em episódios reais vividos nos bastidores da redação.
Em relato citado no podcast, Fremar disse: “Com certeza eu disse para a Lauren que um milhão de garotas matariam por aquele emprego”, apontando que certos diálogos do livro partiram de conversas que, na época, ocorreram entre profissionais da revista. Ela acrescentou que, ainda que a autora pudesse ter sido aconselhada a transformar a história em ficção, a narrativa refletia experiências que envolviam tanto a própria Fremar quanto outras pessoas da redação: “Mesmo que alguém obviamente a tenha aconselhado a escrever ficção, foi baseado em muitas coisas que, sabe, eu vivi, ela viveu… Provavelmente eu não fui muito legal e provavelmente estava muito tensa porque sentia que também estava fazendo o trabalho dela. Então, para mim, isso foi realmente frustrante.”
Fremar também relatou momentos de tensão no ambiente de trabalho, incluindo a reação da então editora-chefe Anna Wintour ao tomar conhecimento do livro.
Franquia retorna aos cinemas
As declarações de Fremar coincidem com o retorno da franquia às salas de exibição. O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (30/04). A continuação acompanha Andy Sachs em uma fase consolidada da carreira, enquanto Miranda Priestly enfrenta desafios para se manter relevante em um cenário cada vez mais digital.
O filme traz nomes como Anne Hathaway, Meryl Streep e Stanley Tucci, sob direção de David Frankel, e chega às telas apesar de perdas inesperadas do elenco principal e cortes de participações especiais na versão final.
Com informações de Epipoca
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