A Pixar está pronta para nos levar de volta ao emocionante universo de Toy Story com o lançamento de Toy Story 5, agendado para estrear nos cinemas brasileiros em 18 de junho, com sessões antecipadas a partir de 17 de junho. Em uma coletiva de imprensa, a produtora executiva Lindsay Collins revelou que o novo filme terá Jessie como protagonista, trazendo uma narrativa que explora a relação das crianças com a tecnologia, tema cada vez mais relevante na infância contemporânea.
Segundo Collins, a ideia para Toy Story 5 surgiu após o final de Toy Story 4, quando Woody entrega seu distintivo de xerife a Jessie. Esse momento marcante apontou para a necessidade de explorar mais a fundo a história da cowgirl. A produtora comentou:
“Jessie é um pouco imprevisível. Existe essa sensação de: ‘o que ela vai fazer agora?’”
O novo filme funcionará como uma “companhia emocional” de Toy Story 2, aprofundando a origem e os sentimentos de Jessie de uma maneira que a franquia não havia explorado até então. Collins destacou que a equipe sentia que a personagem merecia uma história mais profunda.
“Se existisse um filme centrado em Jessie, precisaríamos descobrir de onde ela veio e o que realmente a move”,
explicou. O principal conflito de Toy Story 5 será a introdução de tecnologias, como tablets e celulares, no quarto de Bonnie. Collins enfatizou que a Pixar não poderia ignorar a presença desses dispositivos na infância moderna. Ela disse:
“Se fôssemos fazer outro Toy Story sem reconhecer a presença da tecnologia, estaríamos ignorando completamente a realidade”
. Em vez de condenar a tecnologia, o estúdio optou por apresentá-la como mais um “brinquedo”, introduzindo a nova personagem LilyPad, um dispositivo baseado em dados e algoritmos. A dinâmica entre Jessie, que é pura emoção, e LilyPad, que se baseia em dados, será central na trama.
Além disso, a equipe criativa busca representar a imaginação infantil como um contraponto ao mundo hiperconectado. Collins mencionou que o longa explorará mundos imaginários de uma maneira mais ousada do que os filmes anteriores da franquia.
“As pessoas pensam que seria só casamento e contos de fadas. Mas aí surgem explosões, bombas e loucuras”,
brincou. Os novos personagens também prometem surpreender, incluindo Amigo Rolinho, um brinquedo para ajudar no desfralde, e Snappy, inspirado nas câmeras digitais. Collins ainda revelou uma ideia ousada: a presença de 50 versões do Buzz Lightyear ao mesmo tempo, uma proposta do roteirista Andrew Stanton, que foi inicialmente vista como “maluca” pela equipe.
Collins também mencionou que a Pixar está investindo em novas tecnologias de animação, buscando equilibrar a nostalgia com evolução visual. Embora o futuro da franquia não esteja definido, a produtora indicou que novas continuações são possíveis, já que os brinquedos podem acompanhar diferentes crianças ao longo das gerações.
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