Tom Cruise não quer ver o amigo Val Kilmer recriado digitalmente em Top Gun 3, mas a família do astro liberou o uso de inteligência artificial para que ele protagonize o longa As Deep as the Grave, mesmo quase um ano após sua morte, em 1º de abril de 2025.
Kilmer faleceu aos 65 anos vítima de pneumonia. Ainda assim, seu nome voltou às manchetes graças ao suspense arqueológico escrito e dirigido por Coerte Voorhees, que recorrerá a IA para colocar o ator na pele do padre Fintan — papel que já era dele cinco anos antes do óbito, quando a saúde o impediu de filmar.
Cruise ‘pistola’ com ideia de Iceman digital
Segundo o jornal britânico The Daily Mail, em meados de 2025 Cruise, 63, se irritou ao ouvir a sugestão de recriar Iceman para o novo Top Gun. A reação teria silenciado a sala de reunião.
“Alguém sugeriu trazer Val Kilmer de volta por meio da IA. Tom se levantou de supetão e soltou uma gargalhada, deixando a sala inteira em silêncio por literalmente minutos. Era quase possível ouvir um alfinete cair e ver fumaça saindo de seus ouvidos”
“A posição de Tom em relação à IA é que ele simplesmente a despreza. Val só conseguiu fazer uma breve aparição em ‘Top Gun: Maverick’ com a ajuda deste recurso devido à sua longa batalha contra o câncer. Tom sabia que seria a despedida de Val das telas e queria dar isso a ele, por que ele merecia”
“O momento que ele compartilhou com Val em ‘Top Gun: Maverick’ foi uma experiência tão linda que, quando um Val de IA foi mencionado, ele não ficou feliz e rapidamente matou isso, porque isso simplesmente desonraria tudo”
Em Top Gun: Maverick (2022), Kilmer apareceu brevemente; sua voz, danificada após uma traqueostomia em 2014, foi recriada digitalmente. À época, o ator agradeceu:
“Como seres humanos, a habilidade de se comunicar é o coração da nossa existência e os efeitos colaterais do meu câncer de garganta fizeram com que se tornasse difícil para os outros me entenderem. A chance de contar minha história, com uma voz que parece mais autêntica e familiar é um presente especial e incrível”
Filme póstumo tem aval da família
Para Voorhees, Kilmer sempre foi a escolha para viver Fintan. O diretor lembrou o entusiasmo inicial do ator:
“Ele era o ator que eu queria interpretando esse personagem. Foi feito para ele. Eu estava olhando uma folha de gravação outro dia e nós tínhamos ele pronto para gravar. [Mas] Ele estava passando por um momento muito difícil de saúde, e não conseguiu”
Com apoio dos parentes, inclusive da filha Mercedes, o cineasta decidiu seguir adiante com o ator virtual:
“A família dele continuou dizendo o quão importante achavam que esse filme era e que Val realmente queria participar. Foi esse suporte que me deu a confiança de fazer isso. Mesmo que alguns digam que é controverso, era o que Val queria”
“Ele sempre olhou para tecnologias emergentes com otimismo, como ferramentas que expandem as possibilidades de contar histórias. Estamos honrando esse espírito com esse filme em específico, no qual ele era uma parte integral”
Para recriar Kilmer em diferentes fases da vida, a produção usou fotos cedidas pelos herdeiros e a voz do ator. Os produtores afirmam que o trabalho respeitou regras sindicais e prevê remuneração para a família.
Trama mergulha em mistério arqueológico
As Deep as the Grave dramatiza a busca real dos arqueólogos Ann (Abigail Lawrie) e Earls Morris (Tom Felton) pelo passado do povo Navajo no Canyon de Chelly, no Arizona. A versão digital de Kilmer terá participação “significativa”, segundo a equipe, que espera transformar o projeto em exemplo de uso ético da IA — mesmo correndo o risco de desagradar Cruise.
Fonte: Revista Monet
Siga a Casa das Fofocas e receba as novidades de famosos, TV e cinema em primeira mão.




