Sonny Rollins, conhecido como o “Colosso do Saxofone”, foi um dos músicos mais influentes do jazz, redefinindo a linguagem do gênero com suas habilidades únicas de improvisação. O lendário saxofonista faleceu em 25 de maio de 2026, em sua residência em Woodstock, Nova York, aos 95 anos. A notícia de sua morte foi confirmada por meio de um comunicado, que, no entanto, não divulgou a causa do falecimento.
O comunicado trouxe uma reflexão de Rollins de 2009:
“Acho que quando a pessoa criativa termina, ela continua na próxima existência. Sou uma pessoa que acredita que esta vida não é o objetivo final de tudo. Uma pessoa espiritual não pensa assim.”
Natural do Harlem, Rollins se apaixonou pelo jazz desde a infância, começando como pianista antes de se dedicar ao saxofone. Ele compartilhou uma lembrança especial de sua infância:
“Minha mãe me deu meu primeiro saxofone, um saxofone alto, quando eu tinha 7 anos. Peguei o saxofone, fui para o quarto e comecei a tocar — foi isso. Eu estava no paraíso.”
Após se formar no ensino médio, Rollins aprimorou sua técnica ao lado de outros grandes músicos do Harlem e logo se juntou a bandas de renomados nomes do bebop, como Fats Navarro e Bud Powell. Sua primeira gravação significativa ocorreu no álbum The Amazing Bud Powell (1949), que se tornou um marco no hard bop, estilo do qual Rollins seria um grande pioneiro.
A carreira de Rollins, no entanto, não foi isenta de desafios. Ele enfrentou um período de prisão devido a um roubo e lutou contra um vício em heroína, mas conseguiu superar essas dificuldades e participou de sessões históricas com Miles Davis que resultaram em álbuns icônicos.
Os anos 50 foram uma fase de grande criatividade e produtividade para Rollins. Ele lançou uma sequência de álbuns emblemáticos, incluindo Saxophone Colossus, considerado um dos melhores trabalhos de sua carreira. O álbum, que contém apenas cinco faixas, se destaca pela qualidade musical e pela habilidade de improvisação de Rollins, que se tornou uma referência no mundo do jazz.
Rollins também explorou diferentes formações musicais, como a formação sem piano que utilizou em Way Out West (1957), uma decisão que, segundo ele, ofereceu mais liberdade criativa. Ao longo das décadas seguintes, continuou a se apresentar e gravar, mantendo sua posição como um dos maiores improvisadores do saxofone.
Após um hiato de três anos, Rollins retornou em 1962 com o álbum The Bridge, marcando seu ressurgimento na cena musical. Ele continuou a tocar e gravar, sempre buscando aprimorar sua arte e deixar um legado imortal no jazz.
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