O famoso roubo ao Museu do Louvre, ocorrido em 2025, vai ganhar adaptações no cinema e na TV. Os direitos do livro sobre o caso foram vendidos para produções cinematográfica e documental.
O impressionante roubo ao Museu do Louvre, que aconteceu em outubro de 2025, está prestes a ganhar vida nas telonas e na televisão! A editora francesa Flammarion anunciou, na última terça-feira, 26 de maio, que os direitos do livro “Main Basse Sur le Louvre” (traduzido como “Assalto ao Louvre”) foram vendidos para adaptações cinematográficas e documentais.
A produtora Iconoclast será a responsável pela versão cinematográfica, que terá a direção de Romain Gavras, conhecido por seus trabalhos em filmes como “Athena” e “Nosso Dia Chegará”. Além disso, uma produtora britânica já adquiriu os direitos para criar uma série documental a respeito desse caso icônico. Até o momento, detalhes como título, elenco ou data de lançamento das produções ainda não foram divulgados.
O livro, escrito pelos jornalistas Jean Michel Décugis, Jérémie Pham Lê e Nicolas Torrent, detalha como um grupo, descrito pelos autores como “ladrões de domingo”, conseguiu invadir a Galeria de Apolo do Louvre na manhã de 19 de outubro de 2025, cerca de meia hora após a abertura do museu. O grande alvo do roubo eram as valiosas joias da Coroa Francesa, que estão avaliadas em aproximadamente 88 milhões de euros, cerca de R$ 516 milhões.
No total, oito peças históricas foram levadas, incluindo joias ligadas ao período napoleônico e itens que pertenciam à imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III. Curiosamente, uma nona peça, a coroa da imperatriz, foi abandonada pelos ladrões durante a fuga e encontrada danificada nas ruas de Paris. Segundo a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, essa coroa possui 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
O assalto repercutiu muito na França e gerou uma crise interna no Museu do Louvre, resultando na troca da presidência, que antes era ocupada por Laurence des Cars. Algumas semanas após o crime, sete suspeitos foram detidos, mas as joias continuam desaparecidas. Os autores do livro ressaltam que o caso ilustra como o roubo de obras de arte se tornou parte do mercado do crime organizado internacional, afirmando que “o submundo do crime encontrou uma nova mina de ouro”.
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