O colunista Ricky Hiraoka levantou, em texto publicado nesta quarta-feira (27), a discussão sobre a quantidade de programas policiais em emissoras abertas brasileiras. Segundo ele, o lançamento do Aqui Agora, no SBT, ampliou ainda mais o espaço desse tipo de atração na grade diária.
Hiraoka cita atrações já consolidadas, como Primeiro Impacto (SBT), Cidade Alerta e Balanço Geral (Record), além de Brasil Urgente (Band). Para o jornalista, esses telejornais mesclam cobertura factual de crimes com “espetacularização da violência” e um tom de indignação performática por parte dos apresentadores.
O autor observa que, durante a estreia do Aqui Agora, o apresentador Geraldo Luís chegou a exibir uma peça íntima feminina ao vivo, exemplificando, na visão dele, a busca pelo impacto visual e emocional. Ele ressalta ainda que, em casos de crimes de grande repercussão, essas produções passam horas no ar repetindo informações e fazendo especulações, o que, segundo Hiraoka, ignora a diferença entre “interesse público” e “interesse do público”.
Apesar da audiência cativa, o colunista afirma que marcas costumam evitar vínculos publicitários com programas focados em violência, o que limita o faturamento das emissoras. Hiraoka também compara o rigor aplicado a temas de diversidade em obras de ficção com a liberdade dada a conteúdos considerados mais violentos nos noticiários policiais.
Imagem: Internet
Para o jornalista, serviços de streaming e TV aberta têm propostas distintas, mas isso não justificaria a abordagem adotada nos chamados jornalísticos policiais. Ele conclui dizendo que chegou a hora de as emissoras repensarem o espaço dado a essas atrações.
Com informações de UOL
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