Richard Gere – O astro de 76 anos reconheceu que, mesmo após mais de seis décadas de carreira e mais de 60 filmes no currículo, ainda não conseguiu ir além de seu papel como Bill em “Cinzas no Paraíso” (1978), longa de Terrence Malick que marcou seu início no cinema.
Em conversa com o Rotten Tomatoes, Gere afirmou que o drama rodado com a já clássica fotografia sépia de Malick segue imbatível em sua trajetória.
“É provavelmente, infelizmente, o meu melhor filme. É muito difícil fazer um filme tão bom quanto aquele”
Aposta certeira de Terrence Malick
Quando foi escalado, Gere era praticamente um desconhecido. A escolha foi vista como arriscada para protagonizar a segunda produção de Malick, cinco anos depois de “Terra de Ninguém” (1973), obra que muitos consideram a melhor do diretor.
O risco compensou: “Cinzas no Paraíso” consolidou a estética expressionista de Malick e garantiu boa bilheteria para um filme quase independente, além de alavancar a carreira do ator.
“Foi o primeiro filme que Terry Malick fez que meio que o tornou Terry Malick naquele filme”
Filme que mudou a vida do ator
O impacto para Gere foi imediato. O trabalho lhe rendeu a primeira ida ao Festival de Cannes e definiu o tom de seus personagens futuros, seja o símbolo sexual de “Gigolô Americano” (1980) ou o romântico de “Uma Linda Mulher” (1990).
“Foi também o meu primeiro filme que foi para o Festival de Cinema de Cannes. Então, meio que tudo sobre aquele filme foi importante para mim como ator e como pessoa”
Décadas depois, o ator ainda se pergunta se algum de seus papéis chegou perto da profundidade de Bill — personagem que reflete a dualidade humana, sintetizada na fala: “Ninguém é perfeito. Nunca existiu uma pessoa perfeita. Todos temos uma metade anjo e uma metade demônio”.
Fonte: Revista Monet
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