Rafa Brites revela transtorno alimentar do filho e faz apelo
Apresentadora Rafa Brites, de 39 anos, utilizou as redes sociais nesta terça-feira (12) para falar sobre o transtorno alimentar do filho mais velho, Rocco, de 9 anos, fruto do casamento com o jornalista Felipe Andreoli. Em vídeo publicado no Instagram, ela pediu compreensão e pediu que familiares e pessoas próximas deixem de forçar a alimentação da criança.
No relato, Rafa afirmou ter vivido anos de autoculpa por ouvir que o problema seria resultado de mimos ou permissividade. Ela explicou, porém, que a seletividade alimentar do filho não se trata de birra: o quadro foi diagnosticado e recebe acompanhamento profissional. “Seletividade alimentar não é frescura”, ressaltou a apresentadora ao rebater comentários que minimizavam a condição.
Segundo Rafa, o tratamento envolve uma equipe multidisciplinar: fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e nutricionista acompanham o caso. Ela descreveu fatores que influenciam a recusa de alimentos, como textura, cor e uma rigidez cognitiva que faz a criança resistir a mudanças no que come.
A mãe explicou também por que às vezes acaba oferecendo alimentos industrializados: esses produtos costumam ter características previsíveis — a batata chips, por exemplo, e determinados tipos de bala mantêm a mesma textura e sabor em diferentes ambientes — e, por isso, não provocam desregulação na criança.
Rafa citou ainda a chegada do segundo filho, Leon, de 4 anos, como ponto de comparação. Ao observar que Leon aceita uma variedade maior de alimentos — como chuchu e escarola — ela percebeu que a seletividade não era culpa exclusiva da criação. A apresentadora mencionou consequências sociais da condição, como o receio de Rocco em dormir na casa de amigos devido a lanches oferecidos em festas ou encontros; afirmou que o filho não come pão nem pizza.
Por fim, Rafa fez um apelo direto a quem convive com a família: pediu respeito por crianças com seletividade alimentar e orientação às avós e professoras para que não insistam na alimentação. “Não adianta insistir”, disse ela, e afirmou que seguirá levando lanchinho quando necessário e comunicando outras mães sobre a condição. A apresentadora reforçou que três profissionais acompanham o caso e pediu mais solidariedade para evitar julgamentos que agravem o sofrimento da família.
Com informações de Revistaquem.globo
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