Especialista convocado pela acusação fez revelações chocantes no terceiro dia do julgamento pelo assassinato do pequeno Henry Borel, de 4 anos. Laudo aponta comportamento sádico do réu.
No terceiro dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, ambos acusados pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro foi palco de declarações impactantes. Na quarta-feira, 27 de maio, o psiquiatra Rafael Bernardon, convocado pela acusação, trouxe à tona uma análise que sugere um comportamento de satisfação por parte de Jairinho ao provocar sofrimento em crianças.
Durante seu depoimento, Bernardon destacou que sua conclusão foi baseada na análise de documentos do processo, bem como nas informações coletadas ao longo da investigação. Ele afirmou:
“Há um padrão de abuso infantil por parte do réu, um padrão de prazer em infligir dor em crianças.”
Essas afirmações provocaram uma forte reação da defesa de Jairinho. O ex-vereador interrompeu o psiquiatra, alegando que as declarações representavam apenas uma interpretação pessoal e não uma análise objetiva dos fatos.
O advogado Rodrigo Faucz, que defende Jairinho, criticou a participação de Bernardon no julgamento, questionando a validade de suas avaliações, já que ele nunca entrevistou diretamente o réu. Em sua declaração, Faucz enfatizou:
“É um absurdo a oitiva de um médico psiquiatra que, por conta das diretrizes éticas médicas, não poderia sequer se manifestar sobre pessoas que não foram entrevistadas.”
Além disso, a defesa argumentou que o psiquiatra foi contratado exclusivamente pela acusação para apoiar a tese do Ministério Público, ressaltando que a juíza já havia considerado anteriormente seu depoimento como irrelevante. O advogado ainda completou:
“A própria juíza proibiu, na audiência em primeira fase, que ele fosse ouvido, por considerar irrelevante a opinião de uma pessoa alheia e paga para confirmar a versão acusatória.”
O julgamento, que ocorre no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Central do Rio de Janeiro, já se encontra em seu terceiro dia, com a expectativa de que se estenda até o final da semana. Ao longo das audiências, mais testemunhas, incluindo o perito Luís Carlos Leal Prestes e a médica Maria Cristina de Souza Azevedo, devem ser ouvidas, totalizando 27 testemunhas no decorrer do processo.




Fonte: Portal Léo Dias
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