O cantor conhecido como D4vd, identificado como David Anthony Burke, foi acusado pela promotora Beth Silverman de ter uma “quantidade significativa” de pornografia infantil armazenada em seu celular, segundo relato apresentado em audiência realizada na quinta-feira (23 de abril de 2026). A informação foi divulgada pelo site TMZ e mencionada pela promotoria durante o ato processual.
Silverman afirmou que a promotoria possui cerca de 40 terabytes de material probatório, que incluem registros de abuso infantil supostamente encontrados no aparelho do artista de 21 anos. A defesa de David solicitou acesso a essas provas, conforme indicado na audiência.
Segundo relato da reportagem, o músico não reagiu verbalmente ao ouvir a acusação e manteve-se olhando para frente durante a sessão. A audiência ocorreu exatamente um ano depois da data em que a promotoria diz que David teria assassinado a adolescente Celeste Rivas.
O corpo de Celeste, então com 14 anos, foi achado desmembrado e em avançado estado de decomposição no porta-malas de um Tesla registrado em nome do cantor, em setembro de 2025, na região de Hollywood Hills, nos Estados Unidos.
David permanece preso sem direito a fiança e responde formalmente por homicídio, abuso sexual contínuo de menor de 14 anos e mutilação ilegal de restos mortais humanos. A próxima audiência está marcada para 1º de maio, e a promotoria espera realizar o julgamento no prazo de até 60 dias.
Documentos divulgados pela revista People em 22 de abril detalharam os resultados da autópsia de Rivas, apontando que a causa da morte foi “múltiplas lesões penetrantes causadas por objeto(s)”.
Em coletiva no início da semana, o promotor Nathan J. Hochman afirmou que David mantinha um relacionamento amoroso com a jovem e que teria cometido o crime para evitar que a ligação com uma menor viesse a público e prejudicasse sua carreira musical.
A defesa afirma a inocência do cantor. Em nota, a advogada de David escreveu: “Acreditamos que as evidências concretas demonstrarão que David Burke não assassinou Celeste Rivas Hernandez, nem foi a causa de sua morte. Gostaríamos que as evidências viessem à tona o mais breve possível para que isso seja comprovado”.
O processo segue com as próximas etapas judiciais agendadas e com as partes requerendo acesso e análise das provas apresentadas pela promotoria.
Com informações de Revistamonet.globo
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