Mark Ronson abriu o jogo sobre uma música que quase não existiu. O produtor contou os desafios nos bastidores da parceria com a icônica cantora britânica.
Amy Winehouse, uma das vozes mais icônicas da música neo-soul, pop e R&B, colaborou com o renomado produtor Mark Ronson em diversas faixas. Ao longo de sua carreira, ela lançou apenas dois álbuns, sendo eles Frank (2003) e o aclamado Back to Black (2006). Infelizmente, a artista faleceu em 2011, em decorrência de uma overdose.
A luta de Amy contra seus vícios se tornou um dos temas centrais de suas músicas. Sua saúde e aparência debilitada frequentemente eram alvo de atenção na mídia, especialmente durante os anos 2000. Desde jovem, a cantora enfrentou o abuso de substâncias e transtornos alimentares, e em 2005, sua condição se deteriorou, refletindo em sua vida pessoal e profissional.
No entanto, o ano de 2006 trouxe um ânimo renovado para Winehouse. Amigos e familiares compartilharam que ela estava em um bom caminho e seu talento artístico floresceu nesse período. As canções que dariam vida a Back to Black foram escritas nesse momento de recuperação. Contudo, a morte de sua avó, Cynthia “Nan” Winehouse, uma grande apoiadora e inspiração, levou a artista a uma nova batalha contra seus vícios.
No ano seguinte, Amy foi hospitalizada devido a uma overdose. Em entrevistas, a cantora revelou lutar contra a automutilação, depressão e distúrbios alimentares. Mark Ronson, em uma conversa com Zane Lowe para a Apple Music, compartilhou detalhes sobre a composição de uma das músicas mais conhecidas de Amy, Rehab. Ele contou que a canção foi escrita antes da decisão dela de se internar em uma clínica de reabilitação.
“Quando lançamos ‘Rehab’, foi porque ela estava me contando a história de como sua família foi até a casa dela e tentou convencê-la a ir para a reabilitação”, relembra Ronson.
Ronson observou que não teria gravado a música se notasse que Amy não estava bem. “Voltamos ao estúdio, mas ela estava realmente bem. Ela não estava usando drogas”, afirmou o produtor.
Infelizmente, ao longo do final da década de 2000, Amy continuou a enfrentar desafios pessoais. Ela foi encontrada morta em sua casa em Camden, Londres, em 23 de julho de 2011. A causa foi determinada como intoxicação acidental por álcool, com uma concentração no sangue que era cinco vezes superior ao limite legal para dirigir. Winehouse se tornou parte do trágico ‘Clube dos 27’, ao lado de outros ícones como Jimi Hendrix e Janis Joplin, que também faleceram aos 27 anos.
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