Na estreia como atriz, Bridgers chamou de 'super intimidante' a exibição de Primetime na Mostra de Veneza, estrelado por Robert Pattinson. Ela já conhecia o diretor Lance Oppenheim, que dirigiu um clipe seu.
Phoebe Bridgers falou, no sábado, sobre a sua estreia como atriz em Primetime, quando o filme estrelado por Robert Pattinson foi exibido pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Veneza. A presença de Bridgers na tela chamou atenção tanto por ser a estreia da musicista na atuação quanto pela sua ligação prévia com o diretor Lance Oppenheim.
Na coletiva de imprensa do filme — que é baseado em To Catch a Predator e em seu apresentador, Chris Hansen — foi revelado que Bridgers e o diretor já eram amigos antes das filmagens; Oppenheim recentemente dirigiu o clipe de Bridgers para “Lost Boys”. A amizade entre os dois facilitou o convite para integrar o elenco, ainda que a própria Bridgers tenha contado que pensou duas vezes antes de aceitar.
Robert Pattinson comentou o momento em que o nome de Bridgers foi sugerido para o elenco. Ele disse que não sabia da amizade entre Lance e Phoebe e que, ao ouvir a sugestão, reagiu com surpresa e admiração.
“Eu nem sabia que Lance e Phoebe eram amigos. Quando [Oppenheim] sugeriu o nome dela, eu fiquei tipo: ‘Phoebe Bridgers’? Por que a gente não chama logo a rainha’?”
Bridgers descreveu a experiência de estrear como atriz como intimidadora, mas também surpreendentemente libertadora. Ela relatou insegurança inicial e a sensação de que poderia se perder entre profissionais da atuação, mas afirmou que o ambiente de trabalho foi acolhedor e criativo.
“Foi, com certeza, super intimidador e, quando Lance me chamou, eu pensei: ‘De jeito nenhum’.”
Em outro trecho, Bridgers falou sobre a confiança que depositou no diretor e sobre a transformação do roteiro em atuação: o processo de ler algo na página e fazê-lo parecer pensado naquele instante foi um ponto que a impressionou.
“Eu só confiei no Lance. Ele fez parecer um documentário de um jeito muito divertido… Eu simplesmente não conseguia superar isso: como você lê algo no roteiro e depois age como se estivesse pensando naquilo naquele momento?”
Pattinson também elogiou a contribuição de Bridgers ao filme, destacando a naturalidade dela diante das câmeras e sua capacidade de captar o tom exigido pelo projeto.
“Ela é inacreditável. Mesmo no primeiro dia, ela estava tão tranquila. Não parecia nervosa em nenhum momento. Ela captou completamente o tom, e é um filme relativamente difícil.”
Além de estrear como atriz, Bridgers também co-compôs a trilha sonora de Primetime e contribuiu com a música dos créditos finais, ampliando sua participação no projeto para além da atuação. Oppenheim, que conhecia Bridgers antes de ela alcançar maior notoriedade como musicista, já havia falado anteriormente sobre a decisão de escalá-la para o papel, citando a singularidade da voz falada dela e sua habilidade de modular a voz em diferentes registros — qualidades que, segundo ele, funcionavam como atributos essenciais para a personagem.
O tom geral da coletiva refletiu uma mistura de surpresa, reconhecimento e curiosidade sobre a transição de Bridgers da música para o cinema. A estreia em Veneza amplia o debate sobre artistas multidisciplinares que transitam entre música e atuação, e deixa evidente que, no caso de Bridgers, a experiência passou do medo inicial para uma sensação de liberdade criativa junto a uma equipe que ela já conhecia e respeitava.
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