O Papa Leão XIV fez um importante alerta sobre os perigos da inteligência artificial (IA) e a necessidade de implementar mais salvaguardas para essa tecnologia. Essa declaração foi feita na primeira encíclica do pontífice, intitulada “Magnifica Humanitas: Sobre a Salvaguarda da Pessoa Humana no Tempo da Inteligência Artificial”, publicada na última segunda-feira, 29 de maio de 2026. O papa, que é o primeiro a ter nascido nos Estados Unidos, enfatizou que a IA deve ser utilizada para o “bem comum” e não apenas visando o lucro, ressaltando que a tecnologia deve “permanecer humana”.
Em suas palavras, o Papa Leão XIV afirmou:
“A humanidade, criada por Deus em toda a sua grandeza, hoje enfrenta uma escolha decisiva: ou construir uma nova Torre de Babel ou edificar a cidade na qual Deus e a humanidade habitem juntos.”
A encíclica é lançada em um contexto em que o governo Trump tem adotado medidas para desregulamentar a IA, o que, segundo o papa, pode ter efeitos prejudiciais para a sociedade. Ele declarou:
“Agora, a Inteligência Artificial exige ser desarmada, libertada de lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão e morte.”
O pontífice destacou que não é suficiente apenas invocar a ética de forma abstrata; são necessárias estruturas legais robustas, supervisão independente, usuários bem informados e um sistema político que assuma sua responsabilidade. Ele enfatizou que uma IA mais ética não é suficiente se essa moralidade for definida apenas por um pequeno grupo.
O Papa Leão XIV fez esta declaração logo após se reunir no Vaticano com representantes da Anthropic, uma empresa de IA que tem se oposto ao governo Trump. Durante esse encontro, Christopher Olah, cofundador da Anthropic, comentou:
“Precisamos que mais pessoas no mundo — comunidades religiosas, sociedade civil, acadêmicos, governos — façam o que Sua Santidade fez aqui: levar isso a sério, olhar de perto e direcionar os acontecimentos para um caminho melhor.”
Olh também ressaltou a importância de se ter vozes morais que não possam ser manipuladas pelos incentivos do mercado. A encíclica e as declarações do papa abrem um importante debate sobre o futuro da IA e seu impacto sobre a humanidade.
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