O suspense policial “Os Pequenos Vestígios”, dirigido por John Lee Hancock, alcançou neste fim de semana a primeira posição entre os filmes mais vistos da Netflix no Brasil. Lançado originalmente em janeiro de 2021 nos cinemas e na HBO Max, o longa retorna ao centro das discussões graças ao desfecho considerado ambíguo por grande parte do público.
Elenco e ambientação
A produção reúne Denzel Washington, Rami Malek e Jared Leto em uma trama situada na Los Angeles dos anos 1990. Washington interpreta o detetive Joe “Deke” Deacon, traumatizado por um caso antigo, enquanto Malek dá vida ao ambicioso Jim Baxter. Juntos, eles buscam um serial killer que ataca mulheres na região.
O suspeito central
No decorrer da investigação surge Albert Sparma (Leto), um homem de comportamento instável que aparenta conhecer detalhes dos crimes. A tensão atinge o auge quando Sparma leva Baxter a um terreno isolado, dizendo saber onde enterrou uma das vítimas.
A morte de Sparma
Durante a escavação, Sparma provoca Baxter até que o detetive, em um impulso, o mata com uma pá. Deke chega logo depois e ajuda o colega a ocultar o homicídio, repetindo um erro que ele próprio cometera anos antes, quando acidentalmente tirou a vida de uma testemunha e acobertou o ocorrido.
O grampo vermelho
Para aliviar a culpa de Baxter, Deke envia a ele um grampo de cabelo vermelho, insinuando ser prova de que Sparma era realmente o assassino. A narrativa, porém, revela que Deke comprou um pacote idêntico de grampos e queimou o restante, indicando que a “prova” foi forjada.
“Sem Anjos”
Na carta que acompanha o objeto, Deke escreve “Sem Anjos”, ecoando o conselho dado a Baxter de que policiais não devem se ver como guardiões impecáveis. A mensagem reforça o dilema ético dos personagens, que cruzam limites legais na tentativa de fazer justiça.
Ambiguidade permanece
O roteiro não esclarece se Sparma era de fato o autor dos assassinatos. Apesar de indícios — como o interesse por recortes de jornal e mudanças de cidade após cada crime —, não há provas conclusivas. A escolha de deixar a questão aberta transforma o filme em um retrato da obsessão e da culpa no trabalho policial.
Fonte: UOL
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