O diretor francês Luc Besson voltou às telas com “Drácula – Uma História de Amor Eterno”, produção que coloca o sentimento romântico no centro da lenda criada por Bram Stoker. Em entrevista para a imprensa internacional, Besson afirmou que sua versão é “mais próxima de Romeu e Julieta do que de Drácula”, pois aborda um amor capaz de atravessar quatro séculos.
Elenco e ambientação
A nova adaptação traz Caleb Landry Jones como Vlad/Drácula e Zoë Bleu interpretando Elisabeta e sua reencarnação, Mina. O elenco ainda conta com Matilda De Angelis (Maria) e o vencedor de dois Oscars Christoph Waltz no papel de um padre incumbido de combater o vampiro.
Besson desloca parte da ação para a Paris de 1879, além da tradicional Transilvânia. Na capital francesa, o cineasta inclui elementos como gárgulas criadas por computação gráfica e um perfume que torna o conde irresistível.
400 anos de espera
No roteiro, Vlad renega a fé depois que Elisabeta morre em ataque otomano no século 14. Transformado em vampiro e condenado à imortalidade, ele acredita que reencontrará o amor quando Mina surgir quatrocentos anos depois.
“Uso o vampirismo como pano de fundo. O foco é um homem que espera 400 anos para se despedir da mulher que ama”, declarou Besson. Para o diretor, a proposta busca resgatar romantismo em uma sociedade que, segundo ele, tornou-se “cínica, onde o dinheiro é prioridade”.
Parceria com Caleb Landry Jones
O cineasta afirmou ter escolhido a obra após trabalhar com Jones em “Dogman” (2023). “Queria filmar novamente com Caleb porque ele é o melhor de sua geração”, disse. Besson descreveu o ator como “estranho, sedutor e frágil” ao mesmo tempo.
Imagem: Divulgação via uol.com.br
Escolha de Zoë Bleu
Filha de Patricia Arquette, Zoë passou por vários testes antes de conquistar o papel de Mina. Besson contou que precisava ter certeza de que a atriz, ainda iniciante, contracenaria bem com Christoph Waltz. “Ela trabalhou duro durante um mês inteiro para chegar lá e provou que podia”, afirmou.
Por que Paris?
O diretor explicou que trocou Londres, cenário original do livro, por Paris para evitar sequências marítimas na narrativa e aproveitar o clima da Exposição Universal de 1889. “Paris é a cidade dos amantes”, justificou.
“Drácula – Uma História de Amor Eterno” já está em cartaz nos cinemas e revisita o clássico com a marca visual colorida, pop e barroca que consagrou o cineasta em títulos como “O Quinto Elemento” (1997) e “Lucy” (2014).
Com informações de UOL Splash
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