São Paulo, 19 de agosto de 2025 – A voz de Marília Mendonça ainda deve ecoar por muito tempo. Segundo o empresário Wander Oliveira, da Workshow, há material inédito suficiente para “trabalhar 10 músicas por ano” pelos próximos 20 anos.
Acervo dividido
O acervo da artista, morta em 2021, está sob a responsabilidade conjunta de três frentes:
• Família – representada pela mãe, Ruth Dias, e pelo cantor Murilo Huff, pai de Léo, único herdeiro da cantora, hoje com cinco anos;
• Som Livre – detém, desde 2019, direitos comerciais sobre tudo o que Marília gravou em vida;
• Workshow – escritório que gerenciava a carreira da sertaneja e segue à frente das negociações.
Esses grupos decidem em conjunto como preservar a imagem da cantora, quais músicas inéditas serão lançadas e quando.
Lançamentos póstumos
Os fãs já sentiram o impacto desses trabalhos póstumos. “Leão”, divulgada em dezembro de 2022, tornou-se a faixa mais ouvida pelos brasileiros na história das plataformas digitais. O assunto foi tema do quinto episódio do podcast “Marília – O outro lado da sofrência”, que detalha bastidores e tensões envolvendo o legado.
O pen drive disputado
Entre os materiais inéditos está um pen drive montado por Juliano Soares, o Tchula, principal parceiro de composição de Marília. De acordo com Wander Oliveira, o dispositivo reúne de 100 a 110 arquivos, incluindo rascunhos, voz e violão e registros de músicas próprias e de outros artistas.
Wander afirma ter doado sua parte nos direitos sobre esse conteúdo ao espólio que será administrado por Léo quando ele completar 18 anos. Contudo, o advogado da família, Robson Cunha, diz que todo o repertório já pertence à Som Livre, conforme contrato de 2019, e confirma conversas para lançar as faixas do pen drive.
Imagem: até via g1.globo.com
Contratos em debate
O empresário negocia transformar parte do contrato de cessão firmado em 2019 em licenciamento temporário, permitindo que, no futuro, a família retome o controle sobre a obra. Ele admite ter incluído as músicas do pen drive nessas tratativas depois de saber das conversas entre o advogado da família e a Som Livre.
Impasse atual
No momento, todas as negociações estão suspensas. Segundo Robson Cunha, Murilo Huff precisa assinar qualquer novo contrato que envolva o filho Léo, o que ainda não ocorreu. O advogado acredita que o acordo seja resolvido em breve, liberando novos lançamentos.
Declaração da gravadora – Em nota, a Som Livre reforçou ser a gravadora exclusiva de todo o repertório de Marília Mendonça e garantiu que futuros projetos continuarão sendo desenvolvidos em conjunto com a família e a Workshow, “sempre com profundo respeito à memória e ao legado de Marília”.
Enquanto a definição não chega, fãs seguem aguardando as próximas canções guardadas nos arquivos da cantora – um acervo que, de acordo com quem acompanha de perto, ainda tem fôlego para duas décadas de novidades.
Com informações de g1
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