Kanye West – O governo britânico negou a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) do rapper, alegando que sua presença “não seria favorável ao interesse público”. Sem o artista nos palcos, a organização do Wireless Festival anunciou o cancelamento completo do evento em Londres, que teria West como único headliner nas três noites.
Veto oficial e reação política
De acordo com a BBC, o Ministério do Interior baseou a decisão em declarações antissemitas, comentários racistas e elogios ao nazismo feitos pelo cantor nos últimos anos, inclusive o lançamento da faixa “Heil Hitler”. A polêmica já havia levado a Austrália a bani-lo em 2025.
“não seria favorável ao interesse público”
A contratação de Ye produziu um efeito dominó: patrocinadores começaram a abandonar o festival antes mesmo do veto. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a eventual presença do músico como
“profundamente preocupante”
enquanto o prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que os discursos do rapper
“não refletiam os valores da cidade”
Tentativa de trégua e cancelamento do festival
Tentando conter o desgaste, West divulgou um comunicado dizendo querer encontrar líderes da comunidade judaica britânica para
“ouvir”
e mostrar mudança com ações, reconhecendo que
“só palavras não são suficientes”
Sem consenso e sem apoio financeiro, a organização confirmou nesta terça-feira (7 de abril) o cancelamento total do Wireless Festival e informou que iniciará o processo de reembolso para todos que já haviam adquirido ingressos.
Fonte: Portal LeoDias
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