Juca de Oliveira – Morto aos 91 anos por complicações de uma pneumonia, o ator completou 65 anos de carreira e deixou uma galeria de personagens que atravessam gerações nas telas da Globo, Record e Band.
Nascido para o teatro em 1961, Juca migrou para a televisão três anos depois, na extinta Tupi. A partir daí, passou a alternar trabalhos nas principais emissoras do país, construindo uma trajetória que marcou a teledramaturgia nacional.
O voo inesquecível de João Gibão
Em 1976, na primeira versão de “Saramandaia” (Globo), Juca viveu João Gibão, personagem com asas nas costas e dom de premonição. A cena final, em que Gibão alçou voo ao som de “Pavão Misterioso”, entrou para o imaginário popular.
Protagonista na era de ouro do SBT
Aos 59 anos, o ator voltou a ocupar o centro da trama em “As Pupilas do Senhor Reitor” (SBT, 1994), interpretando o fazendeiro Antônio. Três anos depois, brilhou como Egisto Ghirotto em “Os Ossos do Barão”, dividindo cena com Othon Bastos, Ana Paula Arósio e Tarcísio Filho.
Da clonagem à vingança em horário nobre
Em 2001, Juca encarnou o cientista Dr. Albieri em “O Clone” (Globo), papel que discutia clonagem humana e virou referência na cultura pop. Seu último grande personagem foi o implacável Dr. Natanael Montserrat em “O Outro Lado do Paraíso” (Globo, 2017).
Palcos sempre presentes
Longe das novelas, o artista se manteve ativo no teatro com a sátira política “Mãos Limpas” (2019/2020) e “A Flor do Meu Bem-Querer” (2022), confirmando a versatilidade que marcou seis décadas de atuação.
Fonte: Quem
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