João Guilherme está de volta aos anos 2000, estrelando o filme O Rei da Internet como Daniel Nascimento, um dos hackers mais conhecidos do Brasil. A produção, baseada em fatos reais e dirigida por Fabrício Bittar, estreou nos cinemas brasileiros, trazendo uma narrativa envolvente sobre um adolescente que se aventura no mundo do crime digital.
O jovem hacker não só invadiu servidores nacionais e internacionais, como também foi convidado a integrar organizações criminosas, movimentando milhões em sua rotina de ostentação. Contudo, sua trajetória tomou um rumo drástico quando se tornou alvo de uma operação de grande escala da Polícia Federal. Mesmo assim, foi na internet que Daniel encontrou um espaço onde se sentia invencível, como destaca o próprio filme.
“Essa relação com a internet é muito doida porque é um lugar que o cara se sentiu… Ele fala isso, né? ‘A primeira vez que eu me senti muito bom em alguma coisa.’ E isso passa muito rápido. Atrás da sua foto de perfil, você pode ser quem quiser. Essa é uma relação interessante. Acho que é ali que ele se encontra”, comentou João Guilherme em uma entrevista.
Na conversa, o ator também refletiu sobre a dualidade da internet, que pode ser tanto um lugar de empoderamento quanto de riscos. “E é aí também que mora um pouco o perigo dessa internet”, acrescentou. O personagem Daniel, que na vida real é um adolescente inseguro, encontra na virtualidade uma forma de se reinventar. Ele menciona que, ao olhar no espelho, só vê defeitos e que, na internet, ele não tem um corpo, mas sim um nome, o que lhe confere superpoderes.
“Ele é um menino que está apanhando no colégio. Ali ele não tem corpo. Ali ele é um nome. Ele é um usuário. E, de repente, ele tem superpoderes”, explicou João.
Fabrício Bittar, o diretor, também abordou a questão da veracidade na internet. “Acho que, mesmo não sendo tão drástico assim, em termos de mentira, a internet nunca é verdade mesmo. As pessoas se sentem muito seguras para falar ou fazer coisas que não fariam na vida real”, disse. Ele destacou que o talento de Daniel foi determinante para que ele chamasse a atenção, algo que não conseguia na vida real.
Caio Horowicz, outro membro do elenco, mencionou que a figura do Noturno representa o super-herói da internet, e com a chegada de Daniel, a possibilidade de tudo cair por água abaixo se torna real. Ele ressaltou a sofisticação dos crimes digitais e os desafios que a sociedade enfrenta nesse cenário, especialmente com os avanços da inteligência artificial. “O filme provoca o público a refletir sobre o futuro do mundo digital”, concluiu.
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