São Paulo – Prestes a desembarcar no Brasil pela quinta vez para se apresentar no festival The Town de 2025, Iggy Pop, hoje com 78 anos, carrega um histórico de shows intensos que desafiaram qualquer noção de “limite” sobre um palco. Mesmo sem as mesmas doses de risco e substâncias ilícitas de outrora, o “padrinho do punk” continua lembrado por cenas que misturam automutilação, nudez e muita polêmica.
Primeiros excessos com os Stooges
O debute público dos Stooges, em 1968, já dava sinais de que a carreira de James Osterberg teria poucas amarras. Na ocasião, o vocalista surgiu de sobrancelhas raspadas, rosto pintado de branco, touca com tiras de papel-alumínio e uma camisola antiga. Para completar o cenário, a banda transformou objetos domésticos em instrumentos: enquanto colegas tocavam aspirador de pó, martelos e tambores de óleo, Iggy operava um liquidificador no meio do set.
Agosto de 1970: nudez e Miles Davis na plateia
Dois anos depois, um show que contava com o lendário trompetista Miles Davis na audiência ficou marcado por mais um gesto inusitado. Após vomitar no palco por causa de drogas, Iggy tirou o pênis para fora e o apoiou sobre um amplificador, chocando a plateia.
Manteiga de amendoim atirada no público
Em 1970, Cincinnati (EUA) foi palco de outra cena icônica: o vocalista pegou um pote de manteiga de amendoim, espalhou o creme pelo próprio corpo e depois arremessou grandes porções na multidão, deixando fãs cobertos pelo alimento.
Pó de anjo no lugar de cocaína
Antes de uma apresentação no Kennedy Center, em 1973, Iggy solicitou cocaína a um amigo. Recebeu, no entanto, fenciclidina (PCP), conhecida como “pó de anjo”. O efeito anestesiante quase o paralisou; ele precisou ser carregado ao palco e teve dificuldades de completar o show.
Vidro quebrado e correria para o hospital
Também em 1973, durante um mergulho na plateia em Nova York, o cantor caiu sobre cacos de vidro. Coberto de cortes, continou a performance enquanto o sangue respingava no público. O ferimento não estancou e o amigo Alice Cooper o levou às pressas ao pronto-socorro. Até hoje, não se sabe se a lesão foi acidental ou provocada pelo próprio artista.
Imagem: g1.globo.com
“Assassinato de uma Virgem” em Los Angeles
Já em carreira solo, o show batizado de “Murder of a Virgin”, em 1974, excedeu os limites. Iggy perguntou se o público queria ver sangue e, diante da resposta positiva, pediu ao guitarrista Ron Asheton — vestido com uniforme nazista a pedido do vocalista — que o chicoteasse. Depois, teria insultado um espectador negro na tentativa de ser atacado com uma faca que o homem carregava. Sem sucesso, o cantor esculpiu um “X” no próprio peito, sangrando sobre o palco.
Caixão em 2025
Mesmo mais “contido”, o artista segue surpreendendo. Em maio deste ano, em Londres, ele encerrou um show saindo do palco dentro de um caixão, arrancando aplausos e gargalhadas da plateia.
A expectativa agora recai sobre o que Iggy Pop reservará aos brasileiros no The Town. Ainda que as performances atuais dispensem drogas e automutilação, a energia feroz que o consagrou permanece como marca registrada.
Com informações de G1
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